Marisa Carvalho, em reacção ao falecimento de uma jovem de 22 anos vítima de um ataque perpetrado pelo seu ex-companheiro em Assomada nesta segunda-feira, à margem da conferência “Proteção de Dados Pessoais e Violência Digital de Género”.
Conforme disse, o ICIEG acompanhou o caso desde que a jovem foi transferida para a cidade da Praia.
"É um caso também que não havia denúncias prévias, não era de conhecimento prévio a situação, apanhou todas as pessoas de surpresa. Portanto, procurem as entidades oficiais e que nós daremos a resposta que é necessária", apelou.
Para Marisa Carvalho é necessário abordar questões de gestão emocional e a divulgação correcta de informações e apelou à comunicação social para acompanharem os casos de forma responsável.
Sobre o contexto do mês de Março, considerado o mês da Mulher, Carvalho enfatizou que embora tenha sido um período particularmente difícil, com registo de dois feminicídios, não houve um aumento significativo de casos em comparação com anos anteriores.
“Não sei se por ser Março, mês da mulher, as coisas estão um bocadinho mais à flor da pele, mas também estamos a estudar esta questão, por exemplo, da divulgação dos casos, se não faz com que suscitem outros casos. Porque nós temos também a referência de que algumas vítimas referem que os agressores usam os casos que ocorreram como exemplo do que podem vir fazer”.