O ICIEG reconhece que para além de trabalhar a questão da dependência financeira é preciso trabalhar a dependência emocional, isto porque existem casos em que mesmo não havendo dependência financeira o relacionamento ainda se mantém.
“ Há questão da independência financeira por que há sítios onde isso realmente tem um grande peso, mas há questão da dependência emocional são muito problemáticas porque aí não é o factor económico se nós trabalhamos a questão económica e continua a haver situação de violência então o que é que mantém essas pessoas nesta relação é uma dependência emocional, então é por isso que voltamos a apelar a denúncia porque temos técnicos e se não tivermos existem acordos com empresas especializadas que prestam estes serviços de assistência psicológico e psiquiátrica, tudo aquilo que é necessário para realmente ajudarmos as vítimas a libertarem-se dessa independência emocional”.
A presidente afirma ainda que como o Fundo de Apoio às Vítimas só ficou disponível em Maio de 2023, e como “ tudo o que tem a ver com o apoio às vítimas e seus dependentes já está assegurado, este ano a grande aposta é nós desenvolvemos campanhas de comunicação e estarmos mais próximo das comunidades”.
“Estamos a trabalhar a nível comunitário, porque agora graças a implementação do fundo de apoio à vítima que começou em Maio de 2023 temos assegurado tudo aquilo que é assistência a vítima e seus dependentes, portanto agora temos de trabalhar na questão da prevenção e cada vez mais conscientizar sobre aquilo que são os direitos e deveres não só das vítimas mas também da sociedade em geral, lembrando que o VBG é um crime público e portanto não basta a vítima fazer a denúncia qualquer pessoa o pode fazer” afiançou.
Segundo Carvalho a lei diz que é necessário haver Técnicos em cada ilha, mas a ambição do Instituto é ter Técnicos em cada município, não só para fazer atendimentos mais também que sejam pontos focais de articulação com outros parceiros, descentralizando assim os serviços de modo a estarem mais próximo daqueles que possam vir a precisar da sua ajuda.
Carvalho reconhece que é preciso aumentar o número de denúncias, especialmente no que diz respeito a VBG, não por as pessoas não sabem onde denunciar, mas por receio pelo que torna-se estar cada vez mais presente nas comunidades e até mesmo na rua pedonal para que estejam cada vez mais perto das pessoas.