Segundo informou hoje a PJ, as detenções ocorreram na manhã de terça-feira, 3, fora de flagrante delito, foram realizadas pela Direcção Central de Investigação Criminal (DCIC), através da Secção Central de Investigação do Tráfico de Estupefacientes e Criminalidade Organizada (SCITECO).
Os 20 suspeitos, dos quais 17 homens e três mulheres( com idades compreendidas entre os 20 e os 60 anos), estão indiciados, em co-autoria, pela prática de crimes de tráfico de estupefacientes de alto risco, conversão, dissimulação e branqueamento de capitais, associação criminosa, entre outros.
De acordo com a mesma fonte, esta nova fase da operação, contou com a colaboração da Polícia Nacional e da Direcção da Cadeia Central da Praia, nos quais foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão domiciliária, promovidos pelo Ministério Público e emitidos pelo Juiz de Instrução Criminal.
Durante as buscas, as autoridades apreenderam uma espingarda caçadeira, uma pistola de calibre 6,35 milímetros e várias munições. Foram igualmente encontrados cannabis e respectivos derivados, cocaína, produtos de corte utilizados na preparação de estupefacientes, bem como utensílios e materiais associados à preparação e ao consumo de drogas.
A operação resultou ainda na apreensão de duas viaturas e diversos equipamentos electrónicos, que serão submetidos a perícia.
De acordo com a Polícia Judiciária, alguns dos detidos já estavam referenciados pelas autoridades e possuem condenações anteriores por crimes diversos.
Todos foram apresentados esta tarde às autoridades judiciárias competentes, dentro do prazo legal, para o primeiro interrogatório judicial de arguidos detidos. A aplicação e o conhecimento das respectivas medidas de coacção são aguardados para as próximas horas.
A Operação “Shark” foi desencadeada inicialmente na manhã de 16 de Julho, na cidade da Praia.
Na primeira fase, a Polícia Judiciária realizou 12 buscas domiciliárias nos bairros da Fazenda, Palmarejo, Craveiro Lopes e Plateau, que culminaram na detenção de 12 suspeitos, em flagrante delito e fora de flagrante delito.
Na altura, a investigação tinha como objectivo desmantelar uma alegada estrutura criminosa que, segundo a PJ, actuava há cerca de 15 anos e estaria envolvida no tráfico de estupefacientes de alto risco, branqueamento de capitais, associação criminosa e posse ilegal de armas.
Durante as buscas realizadas em Julho, foram apreendidos 1,1627 quilogramas de cocaína, produtos e materiais utilizados no corte e preparação de estupefacientes, duas balanças de precisão e outros objectos associados ao consumo de droga.
As autoridades apreenderam ainda 2.048.269 escudos cabo-verdianos e 770 euros, valores que a PJ considerou fortemente indiciados como provenientes de actividades criminosas.
Entre os bens apreendidos estavam também 25 viaturas, incluindo táxis e veículos de luxo, quatro motociclos, uma mota de água, três bicicletas, artefactos em ouro e prata, vários telemóveis e duas espingardas, além de munições de diferentes calibres.
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