​“Problema no Bairro da Boa Esperança é de rendimento das pessoas” - PAICV

PorFretson Rocha, Rádio Morabeza,17 jan 2019 12:44

O PAICV considera que o rendimento usufruído e o custo de vida na Boa Vista estão na base da situação vivida no Bairro da Boa Esperança, um dos maiores centros populacionais da Ilha das Dunas. Diz o partido que o salário não dá para melhores condições habitacionais.

A posição do deputado do maior partido da oposição, Walter Évora, foi expressa hoje, no Parlamento, na sequência do incêndio que deflagrou na noite de terça-feira, alegadamente com origem numa vela acesa, numa das barracas.

“É preciso analisar um pouco mais a fundo o problema do bairro da Boa Esperança, que é essencialmente um problema do rendimento das pessoas. Com o rendimento que as pessoas auferem no turismo e o custo de vida na ilha da Boa Vista, dificilmente conseguiriam morar em outro lugar. Esse é um problema de fundo que nós temos que debater conjuntamente e tentar encontrar soluções, por que é um problema que ainda pode ser reversível”, entende.

Para o PAICV, o plano de reabilitação do Bairro da Boa esperança, em curso, é uma necessidade. Para evitar riscos, Walter Évora sugere o realojamento imediato da parte mais crítica da localidade que alberga entre nove a 10 mil pessoas, sendo que boa parte trabalha no sector turístico.

“Para evitar riscos maiores, toda a parte de frente, que é a parte mais crítica do bairro da Boa Esperança devia ser imediatamente realojada. Só quem não conhece em particular essa parte da Boa Esperança não tem a ideia dos riscos”, avança.

Antes do parlamentar do PAICV, a deputada do MpD, Dália Benoliel lembrou que o Governo investiu em projectos estruturantes para a ilha da Boavista, em parceria com a Câmara Municipal, para requalificar o bairro e levar à zona as redes de esgotos, água e energia.

As barracas são as maiores preocupações.

“Na esperança que falta pouco tempo para a conclusão dos trabalhos de reabilitação, reafirmo a gratidão que merecem os envolvidos na resolução do problema e a necessidade de maior cuidado por parte das populações e aposta na prevenção dos incêndios”, comenta.

O fogo de terça-feira consumiu nove barracas e deixou 11 famílias desalojadas, num total de 35 pessoas, que foram realojadas no polidesportivo Seixal, em Sal-Rei.

Não foi a primeira vez que o bairro, dos maiores aglomerados de habitação clandestina do país, foi alvo de Incêndio. Outras situações ocorreram nos anos 2000 e 2004.

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Autoria:Fretson Rocha, Rádio Morabeza,17 jan 2019 12:44

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  18 ago 2019 23:22

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