O concorrente à chefia de Estado de Cabo Verde sublinhou que quer ser um presidente que une, cuida, protege e sobretudo, que coopera com o governo, as autoridades municipais e a sociedade civil para o desenvolvimento do país.
“Quero ser um presidente que une, que cuida, que protege. Um árbitro que arbitra imparcialmente o jogo político em Cabo Verde, que fiscaliza a acção governamental, um apaziguador dos conflitos e sobretudo um presidente que coopera com o governo, as autoridades municipais e a sociedade civil para que possamos construir um Cabo Verde melhor”, ressaltou.
O candidato ainda realçou que uma das prioridades da sua candidatura será a reconstrução do país pós-pandemia da COVID-19, visto que, segundo adiantou, a crise ainda é profunda e após as eleições ter-se-á ideias mais precisas sobre a dimensão da crise, fazendo com que seja preciso mobilizar parcerias, recursos e investimentos nacionais e internacionais, públicos e privados para fazer face a pós-pandemia.
Para isso, o candidato propõe uma magistratura de influência, adentro das competências e atribuições do Presidente da República, colocando todo o seu prestígio, rede de contactos e experiência ao serviço do país, numa diplomacia económica consequente, procurando reforçar as parcerias com as principais instituições financeiras internacionais (Banco Mundial, FMI e outros), para além de parceiros como a União Europeia, o BAD, o BADEA e outros, no sentido de angariar fundos que ajudem o governo e o país nos investimentos necessários para a criação e promoção de empregos.
No seu discurso José Maria Neves destacou que quer uma diáspora mais participativa, com a previsão de se deslocar frequentemente aos vários países e cidades onde residam as comunidades cabo-verdianas, independentemente da sua dimensão e expressão.
Mais do que incrementar o sentimento de pertença, Neves pretende contribuir para a identificação e criação de uma plataforma que permita aos quadros da diáspora participar no processo de desenvolvimento da Nação cabo-verdiana, onde quer que estejam.
Na corrida, José Maria Neves, que conta com apoio do PAICV, de que foi presidente, deverá ter como principal adversário Carlos Veiga, também antigo chefe de governo (1991 a 2000), que conta com apoio do MpD, partido que fundou e também liderou.
A campanha eleitoral decorre entre as 00h00 de 30 de Setembro até as 23h59 de 15 de Outubro e em caso de uma segunda volta, esta ocorre em 31 do mesmo mês, com a campanha eleitoral a acontecer entre 21 e 29 de Outubro.