Transportes marítimos são irregulares e não são fiáveis - PAICV

PorAilson Martins, Rádio Morabeza,2 nov 2022 12:21

Vice-presidente da bancada parlamentar do PAICV, Carla Lima
Vice-presidente da bancada parlamentar do PAICV, Carla Lima Rádio Morabeza

O PAICV defende a necessidade da revisão do contrato de concessão dos transportes marítimos, assim como a avaliação do serviço prestado desde a assinatura do contrato. A vice-presidente da bancada parlamentar, Carla Lima, falava esta manhã em conferência de imprensa, na cidade da Praia.

Carla Lima diz que a CV Interilhas (CVI) acumula falhas, com várias situações em que os cabo-verdianos ficaram extremamente prejudicados, frisando que os empresários não conseguem fazer os seus negócios porque o transporte é irregular.

“As linhas são alteradas, os horários também e as viagens canceladas sem que haja explicações convincentes. Acho que é preciso ter uma avaliação do que já foi feito em termos de cumprimento do contrato de concessão. Também entendemos que as reguladoras no país, nomeadamente, a reguladora do transporte marítimo interilhas, deverá ter uma palavra a dizer sobre isso. Devemos ouvir da reguladora as medidas que estão sendo tomadas para garantir que o contrato seja cumprido, mas mais do que isso, o governo tem o dever de proteger os cabo-verdianos e de proteger os interesses dos cabo-verdianos”, explica.

A vice-presidente da bancada parlamentar do PAICV avança que os interesses dos cabo-verdianos só serão protegidos quando o governo conseguir obrigar a CVI a cumprir com aquilo que está estabelecido no contrato, através das penalizações existentes.

No que diz respeito aos transportes aéreos, Carla Lima diz que existe uma gestão danosa da companhia de bandeira e que os contribuintes cabo-verdianos não podem continuar a pagar.

“São inaceitáveis as condições em que a TACV continua a operar. A incompetência chegou a tal ponto que a administração da TACV não consegue negociar contratos de leasing que protejam a companhia e os passageiros em caso de avaria. Apesar das sucessivas injecções de recursos a toque de caixa, fora de um quadro de referência que credibiliza as opções estratégicas pretendidas para a empresa. Apesar dos três milhões de contos anunciados para os próximos anos, é evidente que os problemas da TACV situam-se mais no plano da gestão do que de recursos financeiros. Os cabo-verdianos não suportam mais descarrilamentos, muito menos justificações ligeiras”, afirma.

A vice-presidente da bancada parlamentar do PAICV, Carla Lima, termina afirmando que o governo tem a obrigação de informar os cabo-verdianos sobre que medidas pretende tomar para normalizar a mobilidade em Cabo Verde.

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Autoria:Ailson Martins, Rádio Morabeza,2 nov 2022 12:21

Editado porSara Almeida  em  28 nov 2022 23:28

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