​Guterres pede apoio aos países em desenvolvimento no combate às alterações climáticas

PorFretson Rocha, Rádio Morabeza,23 jan 2023 12:30

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) considera que acabar com a emergência oceânica implica apoio maciço aos países em desenvolvimento, que enfrentam os primeiros e piores impactos da degradação do clima e dos oceanos. António Guterres discursava, hoje, na abertura da Ocean Race Summit, que decorre na cidade do Mindelo.

O líder da ONU acusa os países mais ricos de negarem aos países particularmente vulneráveis, de renda média, e Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, como Cabo Verde, financiamento concessional e alívio da dívida, de que precisam.

“Continuarei a instar os líderes e as instituições financeiras internacionais para unirem forças e desenvolverem formas criativas de garantir que os países em desenvolvimento possam ter acesso ao alívio da dívida e ao financiamento concessional quando mais precisarem”, disse.

Guterres entende que os países em desenvolvimento são vítimas de um sistema financeiro global moralmente falido, projetado pelos países ricos para beneficiar os países ricos. Para o secretário-geral da ONU, acabar com a emergência oceânica significa, ainda, “vencer a corrida contra as mudanças climáticas”.

“Os países em desenvolvimento estão colocados contra a parede” - Ulisses

O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva também interveio na abertura. Ulisses Correia e Silva defende que a crise climática e ambiental é global, e a sua resolução é uma responsabilidade de cada um dos países e de todos os países do mundo.

O chefe do Governo lembra que a estratégia de combate às alterações climáticas exige financiamento, especialmente para os pequenos estados Insulares.

“A estratégia de adaptação e de mitigação face ás mudanças climáticas para responder ás situações de emergência e aumentar a resiliência necessita de financiamento com dimensão e consistência no tempo para produzir transformações estruturais. Financiamento que inclui o reforço de capacidade e de transferência de tecnologia. Financiamento e tempo de decisão são variáveis críticas. Os países em desenvolvimento estão colocados contra a parede face a crises graves com impactos económicos, sociais e humanitários, como tem sido a pandemia da covid-19, emergências climáticas e ambientais e, mais recentemente, a guerra na Ucrãnia”, preconiza.

Ulisses Correia e Silva refere que a dinâmica do crescimento económico reduziu, a dívida pública disparou e a pobreza aumentou em vários países africanos devido às crises. Dai considera urgente operacionalizar os mecanismos de financiamento assumidos no que diz respeito a adaptação ás mudanças climáticas.

“É neste contexto que é urgente operacionalizar os mecanismos e instrumentos de financiamento assumidos para apoiar as acções de mitigação e de adaptação face às mudanças climáticas. Ao mesmo tempo, criar condições para que o sector privado tenha condições institucionais e de financiamento favoráveis para investir em sectores importantes no aumento da resiliência e diversificação da economia”, diz.

O primeiro-ministro alerta que é preciso vencer o combate às alterações climáticas pelo planeta, pelo oceanos e por um mundo mais solidário.

A Ocean Race Summit acontece no âmbito da passagem por Cabo Verde da Ocean Race. O evento reúne, durante a manhã, políticos, governantes, especialistas e outras personalidades para abordar o futuro dos oceanos.

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Autoria:Fretson Rocha, Rádio Morabeza,23 jan 2023 12:30

Editado porAndre Amaral  em  3 fev 2023 16:20

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