​UCID critica “soluções reactivas e improvisadas” nos transportes

PorFretson Rocha, Rádio Morabeza,6 jan 2026 11:31

Dora Pires
Dora PiresDeputada da UCID

A UCID classifica de reactivas, improvisadas e pouco sustentáveis as soluções do Governo para o sector dos transportes. Para o partido, trata-se de uma situação que demonstra falta de visão estratégica para um sector estruturante do país, disse hoje a deputada Dora Pires.

Posição defendida pela parlamentar em conferência de imprensa de antevisão da primeira sessão parlamentar de janeiro, que arranca esta quarta-feira na Assembleia Nacional e tem, entre os pontos da agenda, o debate com o ministro dos Transportes, José Luis Sá Nogueira, indicado pelo PAICV.

“Ano após ano, assistimos a irregularidades nas ligações marítimas, cancelamentos frequentes, elevados custos para os cidadãos e empresas, dificuldades na mobilidade de pessoas e mercadorias e ausência de previsibilidade, tanto no transporte marítimo como no aéreo. As soluções apresentadas têm sido, muitas vezes, reativas, improvisadas e pouco sustentáveis. Existe uma falta uma visão estratégica integrada, que não encara os transportes como um serviço público essencial e não apenas um problema conjuntural a resolver pontualmente”, entende.

Concretamente nos transportes marítimos, os democratas-cristãos apontam problemas na frota, na gestão, na manutenção e na organização das rotas. Nos transportes aéreos, referem que persistem incertezas quanto à regularidade e aos custos das ligações inter-ilhas, com impactos na vida social e económica do país.

“Tudo isto tem impactos diretos, na vida dos cidadãos, na atividade empresarial, no turismo interno, no escoamento de produtos e na competitividade das ilhas menos centrais”, diz.

Da agenda parlamentar consta ainda uma interpelação ao ministro do Mar, Jorge Santos, sobre a “Política Nacional de Pescas em Cabo Verde”, também solicitada pelo maior partido da oposição. A deputada da UCID, Dora Pires, afirma que o setor das pescas continua a enfrentar diversos desafios, apesar do seu potencial.

“Hoje, infelizmente, somos obrigados a reconhecer que Cabo Verde ainda não conseguiu estruturar e ter um setor de pesca forte, resiliente e competitivo, capaz de gerar valor acrescentado, reduzir a dependência externa e criar postos de trabalho estáveis e bem remunerados”, considera.

Na primeira sessão parlamentar deste mês, os deputados vão debater e aprovar a proposta de lei que cria a Ordem Cabo-verdiana de Economistas e Gestores, o projeto de resolução que aprova o regulamento sobre a composição, competências e funcionamento da Comissão de Ética e Transparência da Assembleia Nacional, bem como o projeto de resolução que aprova o Código de Conduta dos Deputados.

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Autoria:Fretson Rocha, Rádio Morabeza,6 jan 2026 11:31

Editado porAndre Amaral  em  8 jan 2026 8:19

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