UCID questiona eficácia do fomento empresarial anunciado pelo Governo

PorFretson Rocha, Rádio Morabeza,10 fev 2026 11:16

Dora Pires
Dora Pires

A União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) considerou hoje que os empresários estão sufocados por medidas fiscais e pela falta de apoio do Estado, sobretudo as micro e pequenas empresas. Para o partido, as iniciativas de fomento empresarial anunciadas não se fazem sentir na prática, o que impede o fortalecimento e o desenvolvimento das empresas.

Declarações feitas pela deputada, Dora Pires, em antecipação ao debate parlamentar desta quarta-feira com o ministro da Promoção do Investimento e Fomento Empresarial e da Modernização do Estado e da Administração Pública, Eurico Monteiro, solicitado pelo próprio partido.

“Em relação ao fomento empresarial, nós precisamos de um Governo mais atuante, que apoie, na realidade, as empresas a instalarem-se, a produzirem e só depois cobrar o IVA, cobrar os impostos. Porque, sem estarem firmadas no mercado, sem começarem a ter lucros, como é que poderão pagar? E, muitas vezes, ao pagar, ficam com dificuldades de capital para investir. O empresário sente-se sufocado e precisa de um balão de oxigénio para o ajudar, não a sobreviver, mas a fazer o seu negócio com toda a tranquilidade possível”, defende.

A primeira sessão parlamentar de fevereiro inclui ainda uma interpelação ao Governo sobre as políticas públicas de família, inclusão social e combate à pobreza, a pedido do PAICV, com respostas a cargo do ministro da Saúde. A UCID reafirma que a situação social e económica das famílias não condiz com um país de desenvolvimento médio-alto.

“O rendimento das pessoas não tem demonstrado isso. Nós continuamos a ter a extrema pobreza, pessoas com fraco rendimento. E nós perguntamos o que é que foi feito com as políticas que o Governo anunciou para mudar a situação. A população continua no mesmo estado em que está, pessoas a viver abaixo do limiar, quando, como país de desenvolvimento médio, antes de ser atribuído este nome, nós devíamos realmente ter condições para tal”, considera.

Na agenda consta também a discussão, na generalidade, de duas propostas de lei: uma sobre a regulação da actividade dos marítimos a bordo de navios cabo-verdianos, no quadro da Convenção do Trabalho Marítimo de 2006, e outra relativa à alteração da lei de prevenção e controlo da poluição sonora.

Os deputados regressam ao Parlamento amanhã para a primeira sessão ordinária do mês. Os trabalhos decorrem até sexta-feira.

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Autoria:Fretson Rocha, Rádio Morabeza,10 fev 2026 11:16

Editado porAndre Amaral  em  10 fev 2026 21:19

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