Na palavra do secretário-geral do PAICV, Vladmir Silves Ferreira, o Ministério das Finanças tem protelado e atrasado a transferência de verbas para que as Comissões de Recenseamento Eleitoral (CREs) possam funcionar de forma eficiente, sobretudo na diáspora.
“Um atraso deliberado na composição e na tomada de posse de novos elementos de CRE, atraso até nas questões técnicas de fazer o kit funcionar , atraso na formação de operadores de kits de recenseadores. Portanto, há todo um conjunto de acções para atrasar o processo de recenseamento”, denunciou.
Vladmir Silves Ferreira afirmou que não corresponde à verdade que já tenham sido atribuídos os 9 mil contos para o processo de recenseamento, assegurando que basta questionar qualquer delegado das CRE, tanto na diáspora como no país, para confirmar que não dispõem de meios financeiros para avançar com os trabalhos.
“Acho que o facto de o Governo e o MpD saberem que a maioria das pessoas que emigram são pessoas que se descontentam com a situação do país, por isso sabem que, com novos recenseamentos, evidentemente vão ser penalizados. Por isso, ali, há uma tentativa deliberada de impedir novos exercícios, precisamente para não terem uma derrota estrondosa”, apontou o secretário-geral.
A expectativa agora, com a entrega formal da denúncia, é que a CNE analise a queixa e se pronuncie, porque, conforme frisou, “estamos na presença de algo que viola totalmente o Código Eleitoral e impede os cabo-verdianos, no país e na diáspora, de exercer esse direito de voto no dia 17 de Maio”.
Entretanto, ressaltou Vladmir Ferreira que, caso a CNE não responda atempadamente, o partido poderá recorrer às instâncias competentes. Ainda assim, o secretário apelou a todos os cabo-verdianos, no país e na diáspora, para se recensearem e exercerem o seu direito de voto.
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