A medida, segundo o governante, pretende garantir maior acesso dos jovens cabo-verdianos às universidades públicas e faz parte de uma nova etapa de transformação do sistema educativo nacional.
“A nossa segunda prioridade consiste em garantir o acesso ao ensino superior público, eliminando o pagamento de propinas já a partir do ano académico 2026-2027”, declarou.
Segundo Arnaldo Brito, já foram iniciados contactos com as duas universidades públicas do país para preparar a implementação da medida.
“Contactos já foram estabelecidos com as duas universidades públicas, já têm directrizes para trabalhar nesse sentido”, afirmou.
A eliminação das propinas integra um conjunto de cinco grandes eixos estratégicos apresentados pelo ministro, que incluem a universalização da educação pré-escolar, a valorização da profissão docente, a reorganização do sistema educativo e a aposta numa escola mais centrada nas aprendizagens.
Para Arnaldo Brito, o desenvolvimento sustentável de Cabo Verde dependerá cada vez mais da valorização do capital humano.
“O nosso compromisso assenta em cinco grandes eixos estratégicos”, reforçou.
Além da gratuitidade do ensino superior público, o Governo pretende reformular a visão das universidades cabo-verdianas, aproximando o ensino, a investigação e a inovação das necessidades de desenvolvimento do país.
“Pretendemos fortalecer a articulação entre o ensino, a investigação e inovação, empresas, municípios e administração pública, colocando o conhecimento científico ao serviço do desenvolvimento nacional e da resolução de problemas concretos da sociedade cabo-verdiana”, explicou.
O ministro anunciou ainda uma aposta no reforço da formação avançada, nomeadamente através de mestrados e doutoramentos em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento nacional, com o objectivo de aumentar a capacidade científica do país.
No domínio da ciência e tecnologia, Arnaldo Brito afirmou que o Governo pretende transformar o conhecimento num instrumento de crescimento económico e social.
“A ciência deixará de ser vista como uma actividade periférica para passar a constituir uma prioridade estratégica de governação”, disse.
Já no sector da educação básica e secundária, o governante destacou reformas destinadas a melhorar a qualidade das aprendizagens, incluindo uma mudança no modelo de avaliação dos alunos, que deverá passar de uma lógica centrada na classificação para uma avaliação orientada para a melhoria contínua.
“Promoveremos uma prática pedagógica centrada no aluno, baseada em metodologias activas, significativas, colaborativas e inclusivas, capazes de desenvolver o pensamento crítico, a criatividade, a autonomia e a capacidade de resolução de problemas”, indicou.
Arnaldo Brito anunciou a intenção de reforçar o ensino técnico-profissional, tornando-o uma via de excelência ligada às necessidades do mercado de trabalho e ao desenvolvimento económico do país.
“A formação profissional deixará de constituir um subsistema paralelo para passar a integrar uma política nacional de desenvolvimento de competências ao longo da vida”.
homepage








