Esta notícia foi objecto de um direito de resposta. Que pode ser lido aqui.
Abraão Vicente falava à margem da tomada de posse dos novos conservador e curadora do Arquivo Histórico e Biblioteca Nacional. Para o governante que tutela a comunicação social, o sector privado ainda não explorou tudo aquilo que é o potencial do mercado nacional.
"Nós temos que mudar esta mentalidade, em que todos os sectores o Estado tem que incentivar. O Estado não pode continuar a transferir recursos públicos para o sector privado, quando o sector privado ainda também não explorou devidamente tudo aquilo que é o potencial do mercado publicitário. Diz-se que o mercado publicitário cabo-verdiano é pequeno, mas todos os estudos revelam que as empresas cabo-verdianas que podem ser beneficiadas, nomeadamente as televisões e as rádios, ainda não tem estratégias comerciais adequadas para explorar todo o potencial do mercado cabo-verdiano", afirma.
Por outro lado, Abraão Vicente garante que a Radio Televisão Cabo-verdiana (RTC) não se vai retirar do mercado publicitário.
"A retirada da RTC do mercado publicitário significaria a insustentabilidade da empresa pública (...) Pode vir a acontecer um dia, mas neste momento não está em pauta nem em estudo a retirada da RTC do mercado publicitário”, explica
Abraão Vicente disse ainda que a reestruturação da Radio Televisão Cabo-verdiana (RTC), anunciada há algumas semanas, no Parlamento, só sairá do papel quando existirem garantias financeiras.
Governo anuncia estatuto de utilidade pública para órgãos privados de comunicação social
O Governo vai dotar os órgãos de comunicação social privados de estatuto de utilidade pública. Trata-se de uma medida de incentivo para que as referidas empresas possam investir, através do valor arrecadado com o IVA, em recursos humanos e materiais, anunciou a tutela.
Em Janeiro, o próprio ministro da tutela anunciou que o Governo vai dotar os órgãos de comunicação social privados de estatuto de utilidade pública. Trata-se de uma medida de incentivo para que as referidas empresas possam investir, através do valor arrecadado com o IVA, em recursos humanos e materiais, anunciou a tutela.
“É importante ressaltar que em todos os índices internacionais Cabo Verde é penalizado pelo enorme peso do sector público na comunicação social, o que indicia que o sector privado seja fraco”, disse.
"Muito mais do que uma medida financeira, é uma medida de médio e longo prazo para a sustentabilidade do sector privado", antecipava na altura.