Professores em greve: SINDPROF anuncia continuidade da luta e ameaça novas formas de protesto

PorSheilla Ribeiro,22 nov 2023 11:48

Em declarações ao Expresso das Ilhas, a presidente do Sindicato Democrático dos Professores (SINDPROF), Lígia Herbert, afirmou que a greve nacional dos professores está em pleno vigor e continuará amanhã, tanto no período da tarde quanto da manhã. Caso o Governo não se pronuncie até amanhã, novas formas de luta serão exploradas.  

Herbert destacou que a principal reivindicação dos professores é um aumento salarial.

“Se até amanhã o Governo não se pronunciar, continuaremos outras formas de luta. Os professores não vão parar. Vamos continuar a fazer greve, até possivelmente chegar ao congelamento das notas”, alertou.

Segundo a sindicalista, os professores esperam que o Ministério da Educação tenha uma resposta e que seja uma resposta viável e aceitável no que tange à actualização salarial.

Lígia Herbert do SINDPROF mostrou-se descontente relativamente às prioridades do executivo, citando a construção de hospitais e aeroportos em detrimento das questões salariais dos professores.

Nesse sentido, desafiou a justificativa do Governo de que o aumento proposto teria um "impacto orçamental" superior a 2,25 mil milhões de escudos.

“Isto também não justifica nada, porque eles deviam pensar e sabiam muito bem quantas pessoas professores tinham contratado”, declarou.

Nos dias 17 e 18 de Novembro o Governo reuniu-se com o Sindicato dos Professores da ilha de Santiago (Siprofis), o Sindicato Democrático de Professores (Sindprof) e Sindicato Nacional dos Professores (Sindep).

Entretanto, não chegaram a um acordo, já que os docentes rejeitaram o memorando de entendimento.

Conforme o Governo, o único argumento dos sindicatos é o facto de não ter aceitado a proposta inicial de aumento do salário base em 35%, (para 107 mil escudos), que teria um “impacto orçamental” superior a 2,25 mil milhões de escudos.

“107.471 contos. Esses 35% não dizem nada, equivalem exactamente aos 107.000 que é dado a vários quadros privativos da administração pública”, argumentou.

Entre as reivindicações, os professores pedem a conclusão de reclassificações, promoção automática, regularização da atribuição dos subsídios por não redução da carga horária até 2024, melhorar a carreira dos mestres, doutores e professores universitários, regularização da carreira das educadoras de infância, regularização do processo de transição dos professores e revisão do Estatuto da Carreira do Pessoal Docente.

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Autoria:Sheilla Ribeiro,22 nov 2023 11:48

Editado porSara Almeida  em  24 fev 2024 23:28

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