Partidos divergem na análise à remodelação

PorExpresso das Ilhas, Inforpress,20 dez 2017 17:32

António Monteiro (UCID)
António Monteiro (UCID)

​O Movimento para a Democracia (MpD), através do secretário-geral do partido, Miguel Monteiro, considerou hoje que os novos membros do governo vão reforçar o executivo e contribuir para materialização do seu programa.

O partido no poder reage assim ao anúncio de Ulisses Correia e Silva que hoje comunicou reforçado do executivo com a entrada de dois novos ministros e seis secretários de Estado.

“Temos grandes desafios em Cabo Verde. O Governo está a levar a cabo uma série de reformas no país que necessita de uma equipa calibrada”, entende.

Segundo Miguel Monteiro, se no final da legislatura Cabo Verde estiver melhor, com mais segurança, mais emprego, mais condições de vida, menos pobreza, “certamente nenhum cabo-verdiano irá importar por se ter aumentado o número de membros do governo”, neste momento.

“O primeiro-ministro disse que pretenderia ter um governo enxuto, cumpriu a promessa nessa altura devida. Neste momento aumentou os membros do Governo porque há necessidade”, defende.

A surpresa da UCID

Já o presidente da UCID, António Monteiro, manifestou-se “surpreso” com o aumento do Governo de 12 para 20 membros considerando que a remodelação é “demasiado profunda e extensa” e contradiz os argumentos defendidos pelo MpD nas campanhas eleitorais.

“Hoje surpreendemos com um Governo que entra, de uma só sentada, mais oito elementos, partindo de 12 para 20, o que deita por terra todos os argumentos que o Movimento para a Democracia defendeu, de ter um governo reduzido, magro e eficiente, segundo palavras do primeiro-ministro, a menos de um ano e meio de tomada de posse”, diz.

Por outro lado, o presidente da União cabo-verdiana Independente e Democrática entende que os resultados que o Governo vinha apresentando estavam “muito aquém” daquilo que o país necessitava.

“Ao fazer a remodelação, o Governo dá a mão à palmatoria e assume que não conseguia cumprir com tudo aquilo que prometeu ao eleitorado cabo-verdiano e que a remodelação era necessária”, salienta.

Em relação ao ministro das Finanças, Olavo Correia, a UCID é da opinião que é um dos que “tem-se esforçado mais para promover o desenvolvimento da economia do país e que com as dificuldades que vinha enfrentando merecia ter, sim, mais dois secretários de Estado, no máximo, para o auxiliar na tomada das decisões”.

Quanto à deslocação da sede do Ministério da Economia Marítima para a ilha de São Vicente, a UCID considera uma “boa medida” tendo em conta que as questões marítimas relacionadas com o país estão concentradas na ilha.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Inforpress,20 dez 2017 17:32

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  21 nov 2018 3:23

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