UCID acha que Primeiro-Ministro se esqueceu que está a governar desde 2016

PorExpresso das Ilhas, Inforpress,27 dez 2018 7:34

António Monteiro
António Monteiro

​A união Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) considera que o primeiro-ministro endereçou uma mensagem de Natal "positivista", mas afirma que Ulisses Correia e Silva esqueceu-se que está a governar há dois anos e nove meses.

Segundo António Monteiro, que reagia à mensagem do chefe do Governo na véspera do Natal, “tirando a positividade e colocando os pés no chão”, o Primeiro-Ministro continua a responsabilizar o Governo anterior pelos insucessos na governação do país.

“Temos que ver que nestes dois anos e nove meses, as coisas, infelizmente, não estão a ser realizadas da forma como ele prometeu por altura da campanha eleitoral. Na altura, o actual Primeiro-Ministro dizia que tinha as soluções, os dossier todos elaborados e bem estudados, que as soluções estavam patentes e que logo no dia a seguir da entrada na governação, iria implementar estas mesmas soluções”, lembrou à Inforpress o líder do terceiro partido do Parlamento.

António Monteiro estranha porque é que nestes dois anos e nove meses o Primeiro-Ministro continue ainda “a refugiar-se na má governação do PAICV para justificar a sua ineficiência.”

A mesma fonte não coloca fé nas palavras do Primeiro-Ministro quando este diz que 2019 será um ano para que a juventude possa ter emprego, para que a economia cresça de forma mais sólida. Segundo Monteiro, as medidas anunciadas por Ulisses Correia e Silva para o Orçamento de 2019, para a alavancagem do desenvolvimento económico, para o crescimento do emprego e para uma maior dinamização do empreendedorismo jovem já constavam do OE 2018, e nem 10% foram concretizadas.

“Aqui para dizer que mais uma vez fala-se, escreve-se, mas na prática as coisas não acontecem,” criticou, lembrando que o primeiro-ministro disse durante as campanhas e debates televisivos que tinha a solução para os TACV.

“A UCID questiona o facto de terem retirado os TACV das linhas domésticas, porque achamos que foi uma má decisão. Nós, na altura da decisão, regozijamos com a separação dos TACV a nível internacional e com uma possível parceria com a companhia Icelandair. Mas, infelizmente, pelo andar da carruagem, pelo desenvolvimento do processo, neste momento temos algumas dúvidas, na medida em que o que se tinha dito não é bem o que estará a acontecer”, acrescentou o líder da UCID, insurgindo-se contra a retirada dos voos internacionais dos aeroportos da Praia e São Vicente.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Inforpress,27 dez 2018 7:34

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  19 jul 2019 23:22

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