Parlamento justifica retirada de quadros com "elementos sensíveis" que poderiam "ferir a sensibilidade" de crianças e adolescentes

PorLourdes Fortes, Rádio Morabeza,15 jan 2019 17:52

Um dos quadros de Tchalê  Figueira retirado da exposição
Um dos quadros de Tchalê Figueira retirado da exposição

Assembleia Nacional (AN) refuta as acusações de censura dos quadros do artista plástico Tchalê Figueira. A administração da AN justifica a decisão com "elementos sensíveis nos quadros que pudessem ferir a sensibilidade e a capacidade de interpretação das crianças e dos adolescentes".

Através de comunicado, e na sequência da polémica sobre a retirada dos quadros do artista plástico Tchalê Figueira da exposição patente na Assembleia Nacional (NA), devido ao seu teor erótico, a administração da AN justifica a decisão com o facto da programação do evento incluir visitas de algumas escolas secundárias da cidade da Praia.

“Considerando que o evento do Dia da Liberdade e da Democracia previa o acolhimento de 12 Escolas Secundarias da Praia, constituídas na sua maioria por crianças e adolescentes, a administração da ANCV entendeu que o conteúdo dos dois  quadros continha elementos sensíveis que, eventualmente, pudessem ferir a sensibilidade e a capacidade de interpretação das crianças e dos adolescentes”, lê-se no documento.

As obras estavam entre dezenas de outras, numa exposição colectiva, no hall da Assembleia Nacional, realizada por ocasião do dia da Liberdade e da Democracia, que decorre até dia 31 de Janeiro, numa parceria entre Assembleia Nacional, e o MCIC, através da Direcção Geral das Artes.

No documento, a administração da AN lamenta o sucedido e afirma que não analisou previamente o conteúdo dos quadros.

“Lamentamos não ter tido o tempo necessário para apreciar previamente o conteúdo da mesma e as eventuais sugestões que dai pudessem advir" , aponta , sublinhando que “essa tarefa foi atribuída à Direcção Geral das Artes e Industrias Criativas, do Ministério da Cultura, parceira da Assembleia Nacional nesse evento”.

Também hoje, o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas reagiu ao sucedido. Abraão Vicente defendeu que “as instituições devem preparar-se para aceitar de forma aberta todas as formas de manifestação artística”. 

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Autoria:Lourdes Fortes, Rádio Morabeza,15 jan 2019 17:52

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  24 abr 2019 23:23

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