PAICV diz que falta de água tem levado “dificuldades extremas” ao campo

PorSheilla Ribeiro,26 mai 2020 14:32

O líder parlamentar do PAICV, Rui Semedo, disse hoje em conferência de imprensa que a falta de água tem levado “dificuldades extremas” ao campo e que, por isso, o seu partido vai pedir ao Governo a implementação de “políticas públicas concretas” para o meio rural.

Este responsável político fazia assim o balanço das jornadas parlamentares do PAICV para a segunda sessão plenária de Maio, em que se destaca o debate com o primeiro-ministro sobre políticas públicas para o mundo rural.

“Acho que é uma oportunidade para discutirmos o país real. Ver as populações que vêm enfrentando com tenacidade os três anos consecutivos de seca, mas que, mesmo assim, tiveram que enfrentar uma outra situação difícil que é o coronavírus, que atinge todos os países, independentemente das dificuldades e das questões conjunturais, e nós, como um país de grandes dificuldades e aumentadas as dificuldades por razão da seca, agora temos este factor condicionante”, afirmou.

Para Rui Semedo, a situação actual de pandemia leva as pessoas no campo, e não só, a terem “dificuldades extremas”, a começar por dificuldades de acesso a água.

“Temos que ter uma verdadeira política de água, de mobilização de água para o consumo, de mobilização de água para rega e, neste momento, importante também é termos disponibilidade de água para a higiene. Em todos os momentos é importante, mas, neste momento, acho que a higiene é chamada ao de cima para também fazer face ao quadro que vivemos desta crise sanitária”, prosseguiu.

O PAICV pretende ainda debater com o primeiro-ministro questões relacionadas com a política do emprego para o mundo rural. Para já Rui Semedo vai avançando que “a população rural tem emprego normalmente através das frentes de alta intensidade de mão de obra através da agricultura, também através da pesca, da pecuária”, mas que “a agricultura e a pecuária enfrentaram grandes dificuldades e os programas de emergência que deveriam surgir desde o mês de Outubro, apenas tiveram primeiros sinais no passado mês de Março”.

Com a crise de COVID-19, afirmou este político que os programas “foram paralisados” e “as pessoas passaram a sobreviver apenas das ajudas, da solidariedade das chamadas cestas básicas que não são suficientes e não cobrem todas as famílias”.

“Acho que é um dever moral do Estado de repensar essas questões e criar as condições para que as pessoas não passem desnecessariamente por dificuldades na vida”, acrescentou.

Outro ponto deverá ser a política habitacional para o mundo rural, em que Rui Semedo afirmou que “felizmente”, no mundo rural, poucas pessoas foram atingidas pela COVID-19, mas pediu uma atenção às condições de habitação que, no seu ponto de vista, seria também factores de facultar ou permitir a propagação da doença.

“Mas também a política agrícola que é neste momento uma questão prioritária para permitir que as pessoas tenham acesso a rendimento e não precisem de estar dependentes, como estão agora, do estado e da solidariedade das pessoas e das organizações”, frisou.

Finalizando, Rui Semedo afirmou que estas são algumas questões que os deputados vão debater, para além da política do rendimento, da política da formação, porque, disse, também no meio rural precisa-se de verdadeiras políticas de ensino e de formação, bem como as políticas voltadas para a saúde, as políticas sanitárias, de uma maneira geral, “que precisam ser claras para o mundo rural”.

A sessão parlamentar arranca quarta-feira, 26, com a presença do primeiro-ministro, e a agenda contempla outras iniciativas de lei a serem votadas e aprovadas.

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Autoria:Sheilla Ribeiro,26 mai 2020 14:32

Editado porSara Almeida  em  12 jul 2020 23:20

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