A afirmação foi feita em conferência de imprensa, à margem das jornadas de preparação para a segunda sessão parlamentar de Fevereiro, que terá como ponto alto um debate com o primeiro-ministro sobre o papel do Estado no desenvolvimento.
“Estamos a falar de um Estado que assuma o seu papel regulador e que garanta os meios fundamentais para qualidade de vida dos cidadãos”, frisou Rui Semedo, sublinhado que o PAICV defende um Estado desenhado à medida dos desafios e das necessidades do País.
Por outro lado, o líder parlamentar do maior partido da oposição defendeu que a meta proposta pelo plano de vacinação de covid-19, que perspectiva imunizar toda população até 2023, devia ser atingida ainda este ano.
“Nós somos um País visitado para o turismo e as Maurícias e Seychelles estão a defender chegar a 60 ou 70% por cento até o final do ano, quando Cabo Verde neste período pretende vacinar 20% da população”, explicou Rui Semedo, lembrando que o compromisso do Governo era iniciar a vacinação no primeiro trimestre.
Por isso, Rui Semedo considerou que há “uma falha na envolvência de todos os cabo-verdianos” no plano de vacinação, que segundo ele,” não tem nada a ver” com a garantia dada anteriormente pelo Governo de que iria vacinar a todos.
“Portanto, no domínio da planificação claramente há uma falha no processo da vacinação contra a covid-19″, sublinhou líder parlamentar do PAICV.
A sessão parlamentar inicia-se quarta-feira, 24, e, para além do debate com primeiro-ministro, vai discutir a proposta de lei sobre a pré-reforma dos antigos funcionários dos serviços municipais de água e saneamento na ilha de Santiago, entre outras propostas de lei.