PM destaca importância da responsabilidade cidadã para a retoma da economia

PorSheilla Ribeiro,17 jul 2020 14:28

O Primeiro-ministro (PM) disse hoje que a responsabilidade cidadã ganha cada vez mais força e pode contribuir positivamente, ou não, para a retoma da vida económica. Ulisses Correia frisou ainda que não há voos a partir de Cabo Verde para outros países, nomeadamente europeus, porque o nível de contágio ainda á "elevado".

Ulisses Correia e Silva discursava durante a cerimónia pública do desembolso dos 12.25 milhões de euros da União Europeia (UE) para medidas emergenciais nacionais e preparação da retoma económica.

Na ocasião, o Chefe do Governo destacou que quer que a parceria entre Cabo Verde e a UE evolua para uma parceria estratégica de ancoragem da economia nacional que possa permitir com que as relações económicas, do comércio, de investimentos, mas também de estabilidade e de segurança possam encontrar na UE um parceiro ainda muito mais privilegiado daquilo que se tem hoje.

“E é nossa opção, no sentido de fazer com que o país reduza as suas vulnerabilidades, não se isole e não há solução para o isolamento e consiga integrar. Integrando bem conseguiremos criar melhores condições de futuro, numa perspectiva que todos ganham. Cabo Verde tem os seus factores de utilidade. A UE é um parceiro que desde o ponto de vista económico ao aspecto mais natural da relação entre os povos e representa uma referência importante para Cabo Verde, incluindo a nossa diáspora, que é muito representativa nos países europeus”, referiu.

Para isso, Ulisses Correia e Silva garantiu que a contenção da pandemia continua a ser a prioridade absoluta, embora em condições de maiores riscos, tendo em conta o fim do confinamento imposto pelo Estado de emergência.

“Estamos numa situação em que a responsabilidade cidadã ganha cada vez mais força e a responsabilidade das pessoas que pode contribuir positivamente ou não para a própria retoma económica. Um dos efeitos que temos aí em vista é que não há voos a partir de Cabo Verde para outros países, nomeadamente europeus, porque o nosso nível de contágio ainda está elevado. Esse nível de contágio não é feito administrativamente nem por lei, são as pessoas que provocam esses níveis e é preciso garantir que de facto todos estão convocados para esta luta e fazermos o máximo, para que possamos ganhar. Porque de forma contrária todos perdem”, apelou.

Relativamente a lista de países aos quais a UE reabre as fronteiras externas, da qual Cabo Verde está fora a Embaixadora da União Europeia em Cabo Verde, Sofia Moreira de Sousa, lembrou que houve uma decisão nacional de não retoma dos voos comerciais no mês do Julho.

“Houve decisão nacional em Cabo Verde de não retoma de voos comerciais no mês de Julho. Por parte da UE houve uma recomendação, baseada em alguns critérios, que foi formulada pelas instituições europeias mas que compete à soberania de cada Estado membro decidir quem entra e quem sai das suas fronteiras”, indicou.

Sofia Moreira de Sousa disse ainda que as recomendações da UE não tocam nas viagens essenciais, mas sim nas viagens de turismo, viagem de visitas, cujos critérios estão estabelecidos e têm de ser revistos. Até porque, sustentou, o próprio espaço europeu está a enfrentar situações muito diferentes na evolução da pandemia.

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Autoria:Sheilla Ribeiro,17 jul 2020 14:28

Editado porAndre Amaral  em  3 ago 2020 19:19

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