Medidas de combate à criminalidade anunciadas pelo governo são repetitivas

PorSheilla Ribeiro,3 set 2021 12:11

O PAICV considerou hoje que o aumento do nível de operacionalidade e de tolerância zero para com a criminalidade anunciadas pelo governo não são mais do que a repetição do discurso que vem sendo feito desde 2016, “sem sucesso nenhum”.

A posição do PAICV foi manifestada em conferência de imprensa, pelo presidente interino do partido, Rui Semedo.

Semedo começou por referir que nos últimos dias a situação da segurança foi “tão grave e insustentável” que o próprio governo reconheceu publicamente, primeiro pela voz do Ministro da Administração Interna, depois secundado pelo Primeiro-Ministro, que a criminalidade tem aumentado.

Como exemplo, citou os assaltos à mão armada às pessoas nas ruas, nas suas habitações e nos seus estabelecimentos deixando para trás um número expressivo de vítimas mortais, principalmente na cidade da Praia e a manifestação dos taxistas apelando à segurança.

“Nos bairros, praticamente tomados de assalto por grupos organizados para a delinquência, nenhum estabelecimento funciona na tranquilidade impactando, negativamente, nos resultados dos pequenos negócios e reflectindo no rendimento das famílias e na pequena economia local. A resposta do governo parece ser a mesma sem se preocupar que vivemos uma situação extraordinária que exige também medidas extraordinárias e melhor estruturadas”, apontou.

Segundo Rui Semedo, o aumento do nível de operacionalidade e de tolerância zero para com a criminalidade anunciadas pelo executivo, não são mais do que a repetição do discurso que vem sendo reiteradamente feito desde 2016, “sem sucesso nenhum”.

“O Primeiro-Ministro vem falar de aumento de estruturas ou criação de uma nova estrutura, como se o principal culpado por toda esta tormenta são as estruturas existentes, enquanto todos sabem que o problema é bem diferente e as respostas passam por um melhor aproveitamento e uma qualificada rentabilização das estruturas e dos recursos existentes”, aludiu.

Desde logo, citou, coloca-se o problema da melhor estruturação, articulação e de montagem de um sistema eficiente e eficaz de segurança nacional, motivando os quadros, protegendo as instituições e os seus profissionais e ter uma ideia clara da cooperação e a complementaridade das instituições em presença.

Por outro lado, prosseguiu, em matéria de segurança a credibilidade e a confiança são fundamentais para se agir em bloco, focado no objectivo essencial e com consciência clara que todos estarão a remar na mesma direcção.

“Os episódios de prisão, soltura e prisão de novo dos presumíveis assassinos de um importante empresário desta cidade e de outros envolvidos em outros homicídios são demonstrativos de falhas graves no sistema de segurança”, acusou.

Para o PAICV é urgente a normalização e a pacificação das relações entre as instituições com a missão de garantir a segurança às pessoas, colocando em evidência os princípios da interligação, da complementaridade, da cooperação e de uma relação institucional saudável, voltada para cumprir a missão de garantir este bem essencial que é a segurança do país, das pessoas e bens.

O partido reconheceu ainda que o governo deu um grande passo ao reconhecer a gravidade da situação da insegurança do país, mas que falta promover uma mobilização nacional para fazer face a” grave” crise de segurança.

“Uma outra preocupação é garantir estabilidade e segurança profissional, material e emocional aos próprios agentes da segurança para poderem desempenhar de melhor forma a sua missão. A segurança é um desígnio nacional e deve ser tratada como um recurso estratégico para o desenvolvimento de Cabo verde”, pontuou.

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Autoria:Sheilla Ribeiro,3 set 2021 12:11

Editado porAndre Amaral  em  23 set 2021 10:19

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