PAICV aberto a negociar aumento do IVA. MpD afirma que sem aumento do tecto da dívida interna não há outra solução

PorSheilla Ribeiro,18 nov 2021 14:14

O Presidente interino do PAICV, Rui Semedo, afirmou hoje que o governo deve dizer claramente aos partidos políticos o que é que está na origem do aumento de IVA, para saber se se justifica ou não. Já a secretária- geral do MpD disse que o aumento do tecto da dívida interna poderá fazer com que se veja com outro olhar a questão.

Os representantes dos dois partidos falavam à imprensa, depois das respectivas audiências com o Presidente da República, José Maria Neves, sobre a situação económica e social do país e o Orçamento Geral do Estado para o ano económico 2022.

Segundo Filomena Delgado, tanto o PR, quanto o MpD estão a cuidar para que haja um ambiente favorável a discussão e aprovação do OE 2022. Um orçamento que no seu entender, deve gerir bem o período de transição para a retoma económica.

“Claro que estamos também dependentes da situação a nível dos nossos parceiros, a situação sanitária em alguns países da Europa ocidental, mas também da Europa do Leste. Mas, há muitas questões sobre a mesa, há a questão da perda de receitas do país, o facto de no próximo ano o orçamento ter de contemplar o pagamento da dívida caso não se consiga a moratória, discussão sobre o aumento dos impostos, particularmente o aumento do IVA, mas há um esforço geral e um apelo a todos os partidos políticos com assento parlamentar para que num ambiente de serenidade, muita tranquilidade, se discuta o OE e se veja as melhores soluções para o país”, proferiu.

A secretária-geral do MpD referiu que o aumento do tecto da dívida interna poderá fazer com que se veja com outro olhar a questão do aumento do IVA. Mas, frisou, sem este aumento não há outra saída.

“De modo que é extremamente importante de facto este ambiente e que todos nós percebamos o momento que se está a viver. Pede-se sacrifício a todos, do Estado, da sociedade civil, os cidadãos em geral, todos nós teremos de entender a situação difícil que o país atravessa, há situações em que estamos dependentes do exterior, que é o aumento das matérias-primas, o aumento da energia, de produtos alimentares, tudo isso afecta a economia cabo-verdiana e pode atrasar ou retardar a retoma económica”, declarou.

Filomena Delgado mencionou que o MpD terá que estar sempre aberto a todas as soluções, mas que acredita e confia que haverá todas as condições para a aprovação do OE.

“Eu não acredito que deputados do MpD votem contra, eu penso que de qualquer maneira, se houve deputados que fizeram isso eles estarão em condições de explicar publicamente o que estavam a dizer. Mas, penso que conhecendo orçamento e vendo as condições do país, todos terão de fazer o seu esforço para que o país tenha o seu orçamento e não estejamos numa condição de instabilidade”, salientou.

Por seu turno, Rui Semedo assegurou que o PAICV tem e manifestou ao PR abertura para um diálogo profundo sobre o quadro em que o país vive.

Um que, no seu entender, exige que o governo coloque em cima da mesa todas as informações do quadro orçamental, sobre a dívida, sobre os transportes e outros dossiers que estão em cima da mesa, as propostas e os compromissos que o executivo quer assumir para poder colaborar na melhor solução.

Quanto ao aumento do IVA, Rui Semedo observou que é uma das questões que o governo deverá dizer claramente aos sujeitos e aos partidos políticos, a sua origem.

“Teríamos ouvido alguém do governo e também da maioria a dizer que se se aumentar o limite do tecto da dívida, eventualmente poder-se-ia não aumentar o IVA. Estamos abertos para discutir se é isso que está em causa ou se há outras questões que estarão por detrás desta decisão. O que podemos garantir é a nossa total abertura para o diálogo e para a construção de entendimentos que sirvam os interesses do país”, garantiu.

O presidente do PAICV realçou ainda que o partido ouviu as preocupações do Chefe do Estado e registou com satisfação a perspectiva de estar atento aos problemas que o país tem neste momento, aos impactos da crise, mas também ao caminho que tem de ser percorrido para poder enfrentar com sucesso esta situação concreta.

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Autoria:Sheilla Ribeiro,18 nov 2021 14:14

Editado porAndre Amaral  em  1 dez 2021 14:19

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