​UCID pede “revisitação” do contrato de concessão dos transportes marítimos

PorFretson Rocha, Rádio Morabeza,26 jul 2022 13:47

A União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) pede a revisitação do contrato de concessão do serviço público de transporte marítimo interilhas, assinado com a Cabo Verde Interilhas. O partido considera urgente a tomada de posição por parte do executivo, para pôr cobro "à péssima prestação de serviço nas linhas marítimas”.

Em conferência de imprensa proferida na sua sede, em São Vicente, o presidente dos democratas-cristãos, João Santos Luís, criticou os problemas nas ligações entre as ilhas, decorrentes da inoperacionalidade de três navios. O responsável político refere que a situação vivida actualmente é complexa e exige uma posição urgente das autoridades.

“Ao não cumprir com os horários e linhas estabelecidas por quaisquer que sejam as razões, é entendimento da UCID que se deve revisitar o contrato e estabelecer novas exigências e criar novas condições para que o serviço público adjudicado seja melhorado significativamente. Se não houver esta possibilidade, exigimos que o Governo, juntamente com a empresa, contrate outras unidades marítimas para combater esta falha, neste momento, recorrendo ao navio Mar d'Canal que pode fazer uma cobertura nas outras ilhas neste período de férias”, sugere.

João Luís vai mais longe e diz que o Governo se tem demitido das suas responsabilidades na definição, aplicação e fiscalização da política dos transportes marítimos.

“Ao não cumprir com a apresentação dos cinco navios, dentro das características previstas e devidamente exigidas no contrato, o Governo permitiu e compactuou que um serviço público pago a peso de ouro funcionasse de forma deficiente. Infelizmente, o serviço que nos é prestado fica muito aquém do desejável, prejudicando sobremaneira a economia do país, a vida dos cabo-verdianos e, consequentemente, transmite uma má imagem de Cabo Verde”, diz.

“Convém lembrar que consta do Orçamento do Estado, todos os anos, um montante elevado de 300 milhões de escudos para compensação indemnizatória à referida companhia de transporte marítimo. Este montante pode ascender a 600 milhões de escudos anual, totalizando no período da vigência do contrato, que é de 20 anos, um montante elevadíssimo de 12 milhões de contos”, aponta.

Recorde-se que o PCA da CVI prevê que a situação de transporte marítimo de passageiros e carga volte à normalidade em Agosto, altura em que os navios Interilhas, que sofreu uma avaria no início do mês, o “Kriola”, que partiu um veio, e o Dona Tututa, que está em docagem obrigatória programada, devem estar novamente operacionais.

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Autoria:Fretson Rocha, Rádio Morabeza,26 jul 2022 13:47

Editado porAndre Amaral  em  12 ago 2022 7:20

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