​Partidos defendem pacto de regime para educação

PorFretson Rocha, Rádio Morabeza,19 set 2023 9:29

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Zilda Oliveira, Flávio Lima e Nilton Silva
Zilda Oliveira, Flávio Lima e Nilton Silva

Os partidos com representação parlamentar são unânimes quanto à necessidade de um pacto de regime para o sector da educação. A ideia é que as reformas no sistema educativo ultrapassem os ciclos políticos para que o país possa alcançar padrões de qualidade e de excelência.

Posições expressas, na noite desta segunda-feira, em mais uma edição do programa “Plenário”, espaço de debate político da Rádio Morabeza. Num debate sobre o novo ano letivo, a deputada da UCID, Zilda Oliveira, defendeu que o pacto teria de ser por até quatro décadas.

“Se nós queremos falar em desenvolvimento, é necessário pensarmos a educação com cabeça, tronco e membro. Se nós pensarmos que o nosso ciclo de estudo dura aproximadamente 16 anos até ao ensino superior, quer dizer que não é possível fazermos uma reforma, avaliar e introduzir correções em menos tempo que isso. Esse pacto de regime, se calhar, teria de ser por 20, 30 ou 40 anos. A Finlândia, por exemplo, quando fez a reforma da sua educação, levou a volta de 60 anos para a implementação”, aponta.

O PAICV concorda com a necessidade de um consenso nacional à volta da educação. O primeiro secretário do sector Norte do partido em São Vicente, Nilton Silva, alerta que o sucesso de uma reforma deve envolver todos os intervenientes, principalmente os professores.

“O MpD chegou em 2016 e deitou abaixo o início de uma reforma. Nós já tínhamos turmas experimentais de uma reforma com plano curricular que foi deitado abaixo. Agora, não pode haver um pacto de regime quando os governantes não escutam os professores, os principais intervenientes desta reforma. Isso tem os professores desmotivados e muitos com problemas de saúde mental”, diz.

Nilton Silva afirma que o país precisa de recursos humanos melhores formados, mas para que isso aconteça é preciso que haja uma estabilização da educação, do ensino básico ao superior. Do lado do MpD, o líder da bancada municipal do partido em São Vicente, Flávio Lima, garante que a força política no poder está disponível para um consenso alargado.

“É necessário um consenso à volta daquilo que são as reformas a serem implementadas a nível da educação. Concordo plenamente. Acho que o MpD está plenamente disponível para isso. Creio que não basta os partidos políticos dizerem que estão disponíveis. São precisos sinais concretos. Acho que a responsabilidade maior está do lado do MpD e do PAICV que são partidos que têm vindo a governar. Não podemos estar constantemente a começar do zero”, entende.

O ministro da Educação garantiu esta segunda-feira, no arranque do novo ano letivo, que as reformas nos dois ciclos do ensino básico já estão concluídas e estabilizadas.

Quanto ao secundário, explica que as reformas vão continuar com foco no ensino das ciências, das línguas e tecnologias digitais.

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Autoria:Fretson Rocha, Rádio Morabeza,19 set 2023 9:29

Editado porFretson Rocha  em  28 mai 2024 23:28

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