No primeiro programa de debate político do ano, dedicado às perspetivas para 2026, Dirce Lena da Luz, do MpD, afirmou que o foco continua a ser a garantia de rendimentos às famílias.
As prioridades do partido serão a continuidade da implementação das políticas sociais para as famílias com menos recursos, porque nós sabemos que Cabo Verde é um país de rendimento médio-alto, já temos melhorias consideráveis em termos de economia, mas ainda nós temos de haver toda a franja da população que ainda está a viver abaixo do limiar. Então deve continuar a dar uma atenção especial com as políticas socioeconómicas que têm dado resposta significativamente”, aponta.
O PAICV fala num final de ciclo que deve ser encerrado com o esclarecimento de vários dossiês. Adilson Graça Jesus pede, por exemplo, a clarificação dos valores relativos a compensações e indemnizações à Cabo Verde Inter-ilhas, bem como maior contenção nos processos de privatização de empresas públicas, tendo em conta a proximidade das eleições legislativas.
Acho que aqui é uma questão de ética governativa, é uma questão de bom senso. Você não tem tempo para trabalhar um contrato de privatização de empresas tão importantes como a da CV Handling. É uma área estruturante para Cabo Verde, uma área que está em pleno desenvolvimento. Não creio que seja responsável, bom para o país, que apreciemos essa privatização no país neste momento. O governo que sair das eleições, que tratasse dessas situações. Temos algumas outras privatizações em pipeline, parece também que o governo quer avançar com elas. São privatizações que depois quem vai entrar vai arcar com responsabilidades que não trabalhou, que não preparou. Portanto, aqui acredito que o governo deve ter alguma contenção”, entende
Por seu lado, a UCID espera que as políticas do Governo no setor dos transportes aéreos tragam alguma tranquilidade ao longo do ano. António Monteiro considera, contudo, que tem faltado inteligência no domínio dos transportes marítimos.
“Nós precisamos ter barcos adequados a cada uma das rotas e aqui o governo tem estado completamente às escuras. Há uma outra questão que para nós é fundamental, tem a ver com o nível de custo de vida dos cabo-verdianos. Porque o governo, felizmente ou infelizmente, não sei qual deles, tem estado a preocupar-se só com alguma classe da função pública. Esquece-se que dos cerca de 206 mil ou 208 mil, se não me falha a memória, trabalhadores neste país, somente 20 mil estão na função pública. Os outros mais de 180 mil estão no privado”, refere.
A UCID defende a adoção de políticas que garantam melhorias salariais a todos os trabalhadores, tanto na função pública como no setor privado, de forma a acompanhar a inflação.
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