Na declaração política apresentada no Parlamento, o deputado sublinhou que a classificação atribuída pela Standard & Poor’s não é um acto político, mas uma avaliação técnica, independente, baseada em dados objectivos, que conclui que Cabo Verde está mais sólido, mais credível e mais sustentável.
Luís Carlos Silva recordou que, em 2016, as reservas externas rondavam os 541 milhões de euros, valor que, em 2025, ascende a 1.062 milhões de euros. Para o deputado, esta evolução traduz mais segurança cambial, mais capacidade de resposta a choques externos e mais confiança internacional.
“A dívida deixou de ser uma ameaça estrutural. O crescimento da economia supera o custo da dívida. O país cria riqueza suficiente para sustentar as suas responsabilidades”, sintetizou.
O MpD associou o reforço da notação financeira à melhoria da posição externa e fiscal, combinada com o crescimento económico impulsionado pelo turismo e pelas remessas dos emigrantes.
“Isto não acontece por acaso. Houve disciplina fiscal, houve rigor, houve escolhas responsáveis”, sustentou.
Na mesma intervenção, mencionou ainda o posicionamento de Cabo Verde no 35.º lugar mundial no Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional, com 62 pontos, surgindo como o menos corrupto da CPLP e o segundo melhor classificado em África.
“Isto não é detalhe. É poder institucional; é credibilidade; é confiança”, considerou.
Para Luís Carlos Silva, assiste-se à convergência entre reconhecimento financeiro e validação institucional
O deputado apontou o turismo como o grande motor do processo que representa emprego, receita fiscal, reservas externas e confiança, factores que, na sua óptica, se traduzem em investimento público.
Entre os exemplos referidos constam a inauguração do Centro de Saúde de Ribeira das Patas, em Porto Novo; a modernização da gare de passageiros e a iluminação da pista do aeroporto de São Filipe, no Fogo, num investimento de 8,8 milhões de euros; a entrega da Vila Clarinete, com 234 habitações, e do Aldeamento Rozar, com 88 casas para vítimas da tempestade Erin, em São Vicente; bem como projectos de armazenamento de energia e reforço das renováveis em São Vicente e na Brava.
Foram ainda mencionadas habitações sociais entregues em São Miguel e São Salvador do Mundo, integradas numa política nacional que ultrapassa 1.800 casas concluídas ou em execução.
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