Em nome do PAICV, Rosa Rocha considerou que o documento permitirá ao Executivo prosseguir a implementação do seu programa.
A deputada responsabilizou o anterior Governo do MpD pelo aumento das despesas e acusou-o de ter alterado o orçamento antes de cessar funções e que o actual Executivo apenas está a assumir compromissos herdados.
“Este Governo é um Governo que, com coragem, vem assumir a responsabilidade de problemas que vocês criaram”, declarou.
Nas declarações de voto, o deputado do MpD, Celso Ribeiro, contestou a credibilidade do orçamento, afirmando que o documento não esclarece a origem do aumento superior a oito mil milhões de escudos.
“Este orçamento não fala claramente nada sobre receitas. (...) De manhã nós tínhamos oito mil milhões que não conseguiram justificar”, afirmou.
O parlamentar acusou ainda o Executivo de apresentar programas sem o devido enquadramento financeiro e rejeitou a ideia de que o orçamento reduz a despesa pública.
Pela UCID, João Santos Luís explicou que a abstenção não representa um apoio ao PAICV, mas sim ao Estado.
O deputado criticou, contudo, a ausência de verbas destinadas às vítimas da tempestade Erin, que atingiu São Vicente, Santo Antão e São Nicolau em Agosto de 2025 e rejeitou a ideia de que o orçamento represente uma redução da despesa pública.
“Este orçamento aumenta as despesas do Estado em mais de oito milhões de contos”, declarou.
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