Táxis passam a integrar câmaras, botão SOS e sistema de geolocalização

PorSheilla Ribeiro,10 fev 2026 7:54

• Implementação gradual inicia na Praia, Santiago, São Vicente e Sal, com custos suportados pelo Estado. • Quem não aderir em um ano deve instalar dispositivos alternativos ou perde o alvará. • Sistema integra-se no projecto Cidade Segura, gerido pela Polícia Nacional via satélite. • Taxímetros passam a incluir funcionalidades de gestão, geolocalização e comunicação de emergência.

Resumo criado por IA

O Governo aprovou um novo diploma que estabelece a implementação do Sistema Táxi Seguro, prevendo a instalação obrigatória de câmaras digitais, botão de emergência S.O.S., taxímetros integrados e mecanismos de geolocalização nos veículos de táxi, com ligação directa aos Centros de Comando da Polícia Nacional, para reforçar a prevenção da criminalidade e a resposta a situações de emergência envolvendo motoristas e passageiros.

De acordo com o diploma publicado no Boletim Oficial desta segunda-feira, 9, o STS surge como resposta à especial vulnerabilidade dos taxistas, decorrente das caraterísticas próprias da actividade, e visa prevenir a violência e a criminalidade, bem como garantir uma intervenção mais célere das forças de segurança em situações de emergência.

Integrado no projecto Cidade Segura e sob gestão da Polícia Nacional, o sistema baseia-se na utilização de tecnologias de comunicação via satélite (GPS), SOS rádio, transmissão de dados e captação de imagem e som no interior das viaturas.

A partir do momento em que é accionado um alerta pelo condutor ou passageiro, a PN passa a dispor da localização exacta do táxi, podendo acompanhar o seu percurso, avaliar o grau de risco e adequar os meios de resposta.

O STS assenta numa Central Pública de Alarmes, instalada nos Centros de Comando da PN, e em Unidades Móveis colocadas nos táxis, equipadas com taxímetro, aplicativos de gestão de pedidos, geolocalização de frota, comunicação de emergência, câmaras digitais e botão S.O.S. O sistema admite ainda a ligação de Centrais de Mediação de Serviço de Táxi, desde que autorizadas e tecnicamente preparadas para manter contacto permanente com a Polícia.

Segundo o diploma, trata-se de um sistema aberto, permitindo a adesão de todas as viaturas de táxi, desde que os equipamentos instalados cumpram as especificações técnicas e sejam devidamente homologados.

A ligação directa entre taxistas, passageiros e a PN permitirá uma actuação mais eficaz em situações de ameaça à integridade física, acidentes ou outras ocorrências graves.

Conforme o diploma, a implementação do Sistema Táxi Seguro será feita de forma gradual e em duas fases.

A fase preliminar arranca na cidade da Praia, abrangendo as ilhas de Santiago, São Vicente e Sal, seguindo-se uma segunda etapa nas restantes ilhas do país. Durante as duas primeiras fases, o Estado assume os encargos relativos à aquisição, primeira instalação e funcionamento das Unidades Móveis.

Os proprietários de táxis que não adiram ao STS no prazo de um ano após o início da implementação ficam obrigados a instalar outros dispositivos mínimos de segurança, como rádio com acesso à Polícia Nacional ou sistema de sinalização exterior de SOS, associados a meios electrónicos de pagamento, sob pena de não licenciamento ou perda do alvará.

O diploma procede ainda à segunda alteração ao Regime Jurídico Geral de Transportes em Veículos Motorizados, passando a admitir taxímetros integrados em Unidades Móveis, com funcionalidades adicionais de gestão, geolocalização e comunicação de emergência.

A Polícia Nacional promoverá acções de informação e formação sobre o funcionamento do STS, em colaboração com autarquias e associações representativas do sector, visando assegurar a correcta utilização do sistema e reforçar a segurança no exercício da actividade de táxi.

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Autoria:Sheilla Ribeiro,10 fev 2026 7:54

Editado porAndre Amaral  em  11 fev 2026 18:19

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