"Se o Primeiro-Ministro pode ser substituído durante seis meses na casa parlamentar, onde é que ele não poderá ser substituído?"

PorAndre Amaral,26 jun 2018 12:40

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Janira Hopffer Almada
Janira Hopffer Almada

O governo “não está disponível para ouvir propostas”, acusou hoje a presidente do maior partido da oposição à saída de um encontro que teve com o primeiro-ministro no Palácio do Governo.

Janira Hopffer Almada disse, no entanto, que a atitude do Governo não a surpreende tendo em conta “a ausência continua do parlamento” do primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva.

“Não pode ser normal que um [chefe de] governo passe seis meses sem se apresentar na casa parlamentar sempre com a invocação de que tem outros ministros lá a representarem o governo”, apontou Janira Hopffer Almada.

Para Janira Hopffer Almada, se não existe “a necessidade de o primeiro-ministro ir à casa parlamentar deve-se perguntar se o país tem necessidade de ter um primeiro-ministro” uma vez que “se o primeiro-ministro pode ser substituído durante seis meses na casa parlamentar, onde é que ele não poderá ser substituído?”, questionou a presidente do PAICV.

O encontro entre Janira Hopffer Almada e Ulisses Correia e Silva realizou-se esta manhã, no Palácio do Governo, a pedido da líder do maior partido da oposição. Na reunião teve dois pontos em agenda: o acordo SOFA, estabelecido com os EUA e a questão das evacuações médicas.

No que respeita ao primeiro ponto, Janira Hopffer Almada voltou a destacar as dúvidas que o seu partido tem levantado quanto à constitucionalidade de algumas normas presentes no acordo e denunciou que apesar dessas dúvidas, que já tinham sido apresentadas ao governo, o “acordo que nos foi apresentado pelo primeiro-ministro e que mereceu as nossas dúvidas foi exactamente o acordo que foi assinado sem a mudança de uma vírgula”.

Já no que respeita à questão das evacuações, a líder do PAICV apelou a que o governo renegoceie o acordo estabelecido com a Binter. “É importante dizer-se que não obstante as dificuldades, por todos conhecidas, dos TACV sempre conseguimos ter um sistema de evacuações que funcionava”, começou por dizer para de seguida concluir que “é importante que o governo se sente à mesa com a empresa privada que detém o monopólio de transportes [aéreos] no país e renegoceie o acordo. Quanto mais não seja para acautelar essa questão essencial num país formado por ilhas”.

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Autoria:Andre Amaral,26 jun 2018 12:40

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  16 nov 2018 3:23

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