​UCID alerta para “excesso de burocracia” no acesso à linha de crédito criada pelo Governo

PorFretson Rocha, Rádio Morabeza,29 jun 2018 12:32

António Monteiro
António Monteiro

A UCID entende que a linha de crédito de 5 milhões de contos lançada pelo Governo, para financiamento às empresas, não tem tido o efeito desejado. Em causa, “o excesso de burocracia” que, segundo o partido, está a colocar a economia numa situação crítica.

O presidente da UCID, António Monteiro, falava hoje no parlamento, no último dia da sessão plenária de Junho.

“O contacto tido com várias pessoas da área do empresariado nacional mostra-nos que o objectivo que o Governo tem, devido ao excesso de burocracia, não tem tido o efeito prático que se pretende. Em São Vicente, por exemplo, os empresários que procuram a possibilidade de ter este investimento não estão conseguindo tê-lo, consequentemente, a economia da ilha está numa situação crítica e precisa urgentemente de se encontrar um modelo para podermos gerar mais riqueza e mais emprego”, diz.

A linha de crédito resulta de um protocolo assinado a 24 de Abril deste ano, entre o Governo e a banca comercial, com o objectivo de financiar as empresas, com garantia do Estado e juros bonificados em 50%.

Hoje, no parlamento, além da carga burocrática, a UCID lembrou que os 50% de redução das taxas de juro não estão no Orçamento de Estado para este ano, pedindo, por isso, mais facilidade.

“Estamos a pedir ao Governo para facilitar, para que os empresários possam ter acesso, porque só assim os nossos empresários poderão gerar riqueza e só com esta riqueza poderão criar postos de trabalho. De outra forma, estaremos a falar e a falar, mas a prática, que é boa, a criação de emprego, o rendimento para as famílias, dificilmente irão surgir”, enfatiza.

O Governo reconhece que os processos junto à banca devem ser mais céleres. O ministro Abraão Vicente garante que o executivo vai intervir para que as medidas já adoptadas sejam concretizadas.

“Concordo consigo [António Monteiro] que é preciso, de facto, acelerar este processo. Creio que devo, em nome dos ministros da área económica, garantir que estamos a fazer todo o esforço no sentido de concretizar essas medidas, porque de outra forma seria inútil cria-las”, garante.

O protocolo, assinado entre o Governo e as instituições bancárias, visa "colmatar as lacunas de financiamento" às empresas cabo-verdianas e prevê a criação de linhas de crédito para as áreas de turismo, internacionalização, apoio à inovação, investimento, comércio e serviços, 'start up' e instituições de micro-crédito e micro-empreendedorismo.

Na altura em que o documento foi rubricado, o presidente da Conselho Superior das Câmaras de Comércio, Belarmino Lucas, considerou o acordo um "passo gigantesco" no sentido da facilitação do acesso ao financiamento por parte das empresas.

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Autoria:Fretson Rocha, Rádio Morabeza,29 jun 2018 12:32

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  26 set 2018 3:22

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