O Instituto Nacional de Estatísticas anunciou, esta segunda-feira, um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 6,2% no segundo trimestre deste ano, face ao mesmo período de 2018.
Numa reacção a estes números, António Monteiro sublinha que o crescimento da economia tem de se traduzir numa redução da pobreza das famílias.
“Independentemente de qual seja o crescimento, o que importa é que as famílias sintam na pele o efeito desse crescimento e, infelizmente, temos que dizer que este crescimento ainda não chega às famílias, que continuam com dificuldades enormes”, afirma.
“O crescimento anunciado de 6,2% não estará a dar satisfação a essas pessoas. Provavelmente, precisamos de crescer realmente muito mais, para que o cidadão possa ter um bom trabalho e consiga assumir as responsabilidades mínimas que tem consigo e com a sociedade”, acrescenta.
O governo, através do ministro das Finanças, já se congratulou com os dados avançados pelo INE e “apontou que se não fossem os três anos consecutivos de seca, o crescimento da economia teria ultrapassado os 7%”.
António Monteiro recorda que o país já cresceu 10,2% anualmente e lembra que o governo ainda não atingiu a meta de crescimento anual de 7%.
“E o que temos de considerar é que o MpD, no seu programa de governo, prometeu um crescimento médio anual de 7%. O que quererá dizer que todos os anos, pelo menos, tem de ser de 7%. Mas nós estamos a ver qual é que tem sido o crescimento, que apesar de diferente para melhor ainda está muito aquém daquilo que prometeu o governo”.
Segundo o INE, no 2º trimestre de 2019 o PIB “registou uma variação homóloga de 6,2%, em termos reais, taxa superior em 1,0 pontos percentuais (p.p.) à verificada no 1º trimestre de 2019”.
Os números do Instituto Nacional de Estatística mostram que o crescimento do PIB, no segundo trimestre, "resultou do maior contributo das despesas do Consumo Privado e das Exportações".