​PR destaca Tubarões Azuis como referência para desenvolvimento de outros sectores

PorExpresso das Ilhas,5 jul 2026 16:33

O Presidente da República defende que o desempenho dos Tubarões Azuis no Campeonato do Mundo deve servir de referência para a transformação e o reforço de outros sectores do país, como a educação, a economia, a cultura e a governação. Posição expressa hoje, durante a sessão solene do 51.º aniversário da independência de Cabo Verde.

Numa intervenção marcada pela exaltação do percurso nacional e pela reflexão sobre os desafios futuros, o Chefe de Estado afirmou que o 5 de Julho “é o momento propício para celebrar conquistas e projectar o futuro”.

“O 5 de julho é, por excelência, o momento propício para falar de Cabo Verde, para reflectir sobre o caminho percorrido, para celebrar conquistas e para projectar o futuro. É uma data que nos convoca à memória e à esperança, que nos obriga a olhar para trás com gratidão e para diante com audácia e indómita vontade de vencer”, destacou.

Um dos pontos centrais do discurso foi a referência ao percurso dos Tubarões Azuis no Mundial, considerado pelo Presidente como um exemplo de ambição, disciplina e superação que deve inspirar o país.

“O mundo viu Cabo Verde através da bravura e da vontade de vencer dos Tubarões Azuis”, afirmou, sublinhando que o feito representa “uma radiografia do Cabo Verde de hoje: um país que se afirma e se projeta para além das suas fronteiras”.

Para o Presidente da República, este momento de afirmação internacional deve ser encarado como uma oportunidade estratégica “para valorizar a imagem do país e transformar essa visibilidade em capital de prestígio e desenvolvimento”.

José Maria Neves destacou o papel do Parlamento como “casa da democracia”, espaço de representação do povo e de debate político, alertando para os riscos da hiperpolitização e da fragmentação do discurso público, que, disse, podem enfraquecer a qualidade da democracia.

“A verdade é que há uma mudança substancial da esfera pública. Por um lado, a hiperpolarização, onde tudo é político, e por outro a fragmentação. Já não há paciência para escutar, já não há sabedoria para discernir, já não há sentido de bem comum para respeitar o outro. Porções de partes são transformadas no todo, empobrecendo a discussão e limitando o alcance das decisões”, advertiu.

O Chefe de Estado defende a necessidade de reforçar o diálogo, o consenso e a centralidade da dignidade da pessoa humana na ação política.

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Autoria:Expresso das Ilhas,5 jul 2026 16:33

Editado pormaria Fortes  em  5 jul 2026 19:19

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