​UCID não entende demora na resolução dos problemas da população de Chã das Caldeiras

PorFretson Rocha, Rádio Morabeza,25 abr 2018 15:12

António Monteiro
António Monteiro

A UCID denuncia a situação “extremamente difícil” por que passa a população de Chã das Caldeiras, na ilha do Fogo, após a erupção vulcânica de Novembro de 2014. O partido questiona o facto de, mais de três anos após a catástrofe, e apesar das ajudas internacionais, a população continuar a não ter acesso a serviços básicos.

A posição do partido foi apresentada hoje, numa declaração política feita no Parlamento, pelo deputado António Monteiro. Para a UCID, a vida em Chã é “extremamente difícil, desde logo devido ao difícil acesso prometido há anos atrás e que foi motivo de disputa eleitoral, passando pela falta de água, energia, jardim-de-infância, escola, entre outras necessidade”.

“Não entendemos, depois de tantas ajudas internacionais, a razão de nem sequer haver água nesta localidade, quando se sabe que foi aberto um poço artesiano e com água. A questão de dinheiro não nos entra na cabeça, pois uma bomba para um caudal de 5 metros cúbicos não ultrapassa os 350 mil escudos. Ou a água é de má qualidade e não se informou as pessoas ou trata-se de um castigo ao valente povo de Chã das Caldeiras”, considera.

Ainda sobre Chã, a UCID pede ao Governo que resolva a questão dos assentamentos.

António Monteiro considera que a qualidade de vida está a baixar no Fogo e alerta o executivo para o aumento do desemprego, na decorrência do mau ano agrícola.

“Tivemos a oportunidade de conversar com centenas delas [pessoas] e o único pedido que fazem é de quererem trabalhar”, diz.

O PAICV junta a sua voz à da UCID. O deputado Nuías Silva acusa o executivo de falta de vontade política para resolver a situação da população de Chã das Caldeiras.

“Sendo Chã das Caldeiras declarada, pelo Movimento para a Democracia, como prioridade das prioridades, nós queremos saber que tipo de prioridade é esta em que, volvidos dois anos, ainda uma mera questão de água não é resolvida?”, questiona.

Do lado do MpD, o deputado Filipe Santos diz que o único culpado da situação do Fogo é o PAICV.

“A situação em que se encontra a ilha do Fogo é real mas não é dos últimos dois anos. Arrasta-se ao longo dos anos. Agora, podemos dizer que esse Governo e esse partido assumiram muitos compromissos e estamos a cumpri-los na íntegra. Quanto a Chã das Caldeiras, é um processo que encontrámos tão baralhado que custa ao Governo reelaborar o processo”, justifica.

Os deputados falavam hoje, no arranque de mais um dia de trabalhos na casa parlamentar.

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Autoria:Fretson Rocha, Rádio Morabeza,25 abr 2018 15:12

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  23 set 2018 3:22

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