​Oposição e maioria com leituras diferentes sobre a (in)segurança no país

PorLourdes Fortes, Rádio Morabeza,14 nov 2018 13:45

Os partidos na oposição e a maioria não se entendem sobre o estado da segurança no país. Se para o governo e a maioria que o sustenta, o país está bem melhor e com investimentos eficazes no sector, posição diferente têm os partidos da oposição que consideram que as perspectivas não são boas e que a questão da segurança precisa de melhor atenção.

Posições defendidas hoje, na primeira sessão plenária de Novembro, com o debate com o Ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, solicitado pela bancada parlamentar do MpD.

Em nome da bancada parlamentar do PAICV, o deputado João Baptista Pereira alerta que o fenómeno criminal no país está a ganhar contornos de requinte.

“Parece-nos incontornável e indiscutível que que o fenómeno criminal em Cabo Verde está a ganhar contornos de requinte e complexidade, que reclamam respostas urgentes das autoridades públicas do país. É nossa convicção que a ocorrência de crimes, como desaparecimento de pessoas, incluindo crianças , homicídios com decapitação ou ocultação de cadáveres, sequestro de pessoas, assaltos a estabelecimentos públicos e comerciais, roubos nas residências e furtos frequentes, num contexto que amiúde remete para a impunidade dos seus actores, afecta de modo indelével a tranquilidade dos cabo-verdianos e fragiliza o activo mais estratégico para o desenvolvimento do país, que é o turismo”, indica.

Em resposta, o deputado do MpD, Hélio Sanches, aponta o dedo ao estado em que o anterior executivo, sustentado pelo PAICV, deixou o país em matéria de segurança e destaca o empenho do governo para dotar o país de uma melhor segurança, sobretudo a melhoria das condições de trabalho dos agentes da polícia nacional. O parlamentar sublinha que questão de segurança é uma matéria que não deve ser politizada.

“Devemos todos trabalhar para que os cabo-verdianos possam viver com mais e melhor segurança. Sabemos que há casos que se encontram na alçada da justiça e devemos deixar a justiça trabalhar para esclarecer estes casos, não podemos nem devemos politizar os sentimentos de tristeza e angustia por que passam alguns cabo-verdianos. Não devemos politizar casos como desaparecimento de pessoas, que aconteceram no passado, com o anterior governo e com o actual, deixemos a justiça trabalhar e confiemos na nossa justiça”, sublinha.

Por seu lado, o presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática, António Monteiro, enaltece o trabalho feito pelo governo para melhorar a segurança no país mas alerta que ao contrário daquilo que diz o executivo, não está tudo bem.

“Nós sabemos que não é muito fácil mas acreditamos que se trabalharmos todos juntos, o governo em primeiro lugar para que não se sinta confortável só com a disponibilização de meios, nós conseguiremos dar a este país e a estas ilhas uma segurança que dará respaldo àquilo que é a vontade popular. E aqui queremos dizer que ouvindo o ministro da administração interna fica-nos a impressão que está tudo bem, mas não está”, alerta.

Segundo o líder dos democratas-cristãos, o problema da criminalidade e da violência nalgumas ilhas, sobretudo nas mais turísticas, preocupa as populações que pedem respostas rápidas para conter este fenómeno, de modo a garantir a tranquilidade e segurança dos residentes e visitantes.     

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Autoria:Lourdes Fortes, Rádio Morabeza,14 nov 2018 13:45

Editado porAndre Amaral  em  5 ago 2019 23:22

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