Presidente da República quer governação mais inclusiva

PorAndre Amaral,7 jan 2019 15:05

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Governo apresentou, hoje, os tradicionais cumprimentos de Ano Novo ao Presidente da República. Jorge Carlos Fonseca aproveitou a ocasião para deixar alguns 'recados'.

Cabo Verde precisa de uma governação mais inclusiva e que diminua as assimetrias regionais e as diferenças sociais, defendeu Jorge Carlos Fonseca.

Para o Presidente da República é necessário que o governo trabalhe na conclusão de processos como o da concessão dos transportes marítimos interilhas, de forma a "unificar o mercado e para que mais mercadorias e mais pessoas possam viajar" entre as ilhas de Cabo Verde.

Quanto à contestação social que se viveu durante o ano que passou, Jorge Carlos Fonseca defendeu que as manifestações são sempre uma forma legítima de mostrar o descontentamento. No entanto, ressalvou, apesar dessa legitimidade, é necessário que "greves, manifestações e marchas" obedeçam à lei.

Uma opinião que é partilhada pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, que no final do encontro com o Presidente da República garantiu que todas as manifestações "são acompanhadas com a maior tranquilidade pelo governo".

Uma das maiores manifestações aconteceu em São Vicente, já durante o final do ano, e foi organizada pelo movimento Sokols, que reclamava a recuperação das ligações aéreas da Cabo Verde Airlines entre aquela ilha e Lisboa. Na sequência dessa manifestação foi feito um abaixo assinado para ser entregue ao governo, no ministério da Economia Marítima, em São Vicente. Um documento que acabou por não ser entregue por recusa do director de gabinete do ministro José Gonçalves.

Na sequência dessa recusa o movimento Sokol, na voz de um dos seus elementos, prometeu radicalizar o discurso do movimento. Ulisses Correia e Silva, questionado sobre essa declaração disse que o governo acompanha a situação com tranquilidade e que não se deixa ameaçar.

"Os Sokols têm uma forma muito própria de actuação. Não sei se defende, de facto, propósitos de desenvolvimento, mas nós, tranquilamente, não nos sentimos afectados, nem por ameaças, nem por qualquer pressão para resolver coisas que não estejam ao alcance do país e do que é o nosso programa de desenvolvimento".

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Autoria:Andre Amaral,7 jan 2019 15:05

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  21 jan 2019 21:19

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