​MpD em São Vicente entende que PAICV não se colocou do lado do país

PorFretson Rocha, Rádio Morabeza,18 abr 2019 11:54

Maria Trigueiros
Maria Trigueiros(Rádio Morabeza)

O MpD em São Vicente entende que cabe ao PAICV assumir todas as responsabilidades pelo cancelamento da proposta de lei de criação das regiões administrativas. Em conferência de imprensa, hoje, na ilha do Porto Grande, a presidente da Comissão Política Concelhia do partido no poder mostra-se estupefacta por considerar que o maior partido da oposição não se colocou ao lado dos cabo-verdianos durante a discussão e aprovação do diploma, na especialidade.

Maria Trigueiros entende que o PAICV nunca foi a favor da regionalização.

“Foi sem grande surpresa, mas com alguma estupefacção, que assistimos, na passada sexta-feira, dia 12 de Abril, à recusa do PAICV em colocar-se do lado dos interesses do país, contribuindo com o seu voto para a aprovação da Proposta de Lei da Regionalização. Na verdade, o PAICV sempre se posicionou contra a regionalização e a prova foram os diferentes argumentos apresentandos ao longo do processo, para obstaculizar. Ao PAICV cabe assumir todas as suas responsabilidades perante os cabo-verdianos”, entende.

Para a Comissão Política Regional do MpD, oportunidades não faltaram para o PAICV se sintonizar com as necessidades do país. Maria Trigueiros considera que Cabo Verde perdeu uma grande oportunidade de resolver o problema da centralização.

“A oportunidade de dotar o país de um instrumento que venha, de facto, ajudar a dirimir os problemas candentes, resultantes da concentração e centralização do poder na capital, o verdadeiro ‘calcanhar de Aquiles’ que vem afectando negativamente a vida das pessoas, de há décadas”, afirma.

A proposta do MpD, para criação de regiões administrativas, foi aprovada, na generalidade, no Parlamento, no dia 26 de Outubro de 2018, com votos favoráveis de toda a bancada da maioria, de dois deputados da UCID e dois do PAICV.

Na primeira sessão de Abril, após o chumbo dos artigos 6º e 7º, durante a votação na especialidade, o Governo pediu ao presidente da Assembleia Nacional, Jorge Santos, o cancelamento da votação. Com esta decisão, fica adiada, sem nova data, a discussão e a votação da legislação que deveria criar 10 regiões administrativas.

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Autoria:Fretson Rocha, Rádio Morabeza,18 abr 2019 11:54

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  15 jun 2019 23:21

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