Partidos com análises distintas quanto a (in)segurança no país

PorLourdes Fortes, Rádio Morabeza,14 nov 2019 14:31

A questão da segurança, ou falta dela, no país não reúne consenso no parlamento. Se, por um lado, os partidos na oposição pedem atenção especial ao fenómeno da criminalidade urbana, por outro, o governo e a maioria que o sustenta falam em “situação pontual localizada”

O PAICV defende que Cabo Verde deve acompanhar o que de melhor se faz no mundo em matéria de segurança.

Segundo o partido, o país deve reanalisar as suas estratégias e aprimorar as suas tácticas, para fazer face aos fenómenos actuais de criminalidade. Posição apresentada esta manhã, pelo líder da bancada parlamentar, Rui Semedo, numa declaração política sobre segurança, tema que tem marcado a actualidade nacional.

“Os acontecimentos dos últimos dias, quer pela sua frequência, quer pela sua gravidade e ousadia, quer ainda pelo seu impacto, não deixaram ninguém indiferente”, afirma.

O governo anunciou esta semana um conjunto de “acções prioritárias” para aumentar a eficácia da acção policial, judicial e da autoridade municipal, com vista à redução de ocorrências criminais, da impunidade e de oportunidades de prática de crimes.

O PAICV considera que as medidas provam que o país vive uma situação “anormal”.

“A gravidade da situação é-nos dada pelo facto de que ninguém fica de fora da sanha dos criminosos”, acrescenta.

A UCID também diz estar preocupada com a situação. António Monteiro, líder dos democratas-cristãos apela à adopção e implementação das “medidas necessárias”.

“Qualquer crime que aconteça nestas ilhas deveria e deverá ser motivo de preocupação de todos os cabo-verdianos, mormente da classe política e mais ainda dos governantes”, sublinha.

Em resposta ao PAICV, o líder da bancada parlamentar do MpD, Rui Figueiredo Soares, acusa o maior partido da oposição de fazer um discurso alarmista.

“Convenhamos que estamos aqui num clima, lançado pelo líder parlamentar do PAICV, que pretende transmitir a ideia de que há um caos em termos de segurança”, denuncia.

Também em defesa do Governo, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Fernando Elísio Freire, fala em “situação episódica e localizada”, que mereceu uma intervenção rápida do executivo. O governante reafirma que Cabo Verde é um país seguro.

“Temos uma ideia clara do caminho para a segurança, estamos a aplicá-la e estamos a ter resultados. Houve uma situação episódica e localizada que está a ser trabalhada para ser definitivamente resolvida”, assegura.

A revisão do regime de aplicação do termo de identidade e residência (TIR), a revisão da lei de armas e o reforço dos meios do sistema prisional, da segurança dos magistrados e dos edifícios da administração judicial são algumas das medidas anunciada esta semana pelo governo para fazer face ao fenómeno da criminalidade no país.

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Autoria:Lourdes Fortes, Rádio Morabeza,14 nov 2019 14:31

Editado porSara Almeida  em  9 dez 2019 8:19

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