Na sua interpelação, Clóvis Silva recordou as promessas apresentadas quando o MPD chegou ao poder, referindo que foram anunciados projectos para transformar o país num hub aéreo e marítimo, reforçar o sector da saúde e da educação e promover um desenvolvimento mais inclusivo. Passados quase dez anos, considerou que o balanço dos investimentos públicos não corresponde às expectativas criadas junto do eleitorado.
“Entre a retórica deste governo do MPD e a realidade dos investimentos públicos, há efectivamente um verdadeiro abismo”, apontou, questionando a concretização de várias obras anunciadas para diferentes ilhas, incluindo aeroportos, portos, centros de saúde e programas de água e saneamento.
Clóvis Silva criticou ainda o aumento das despesas correntes do Estado e apontou o caso da TACV Cabo Verde Airlines como exemplo de má gestão dos recursos públicos, defendendo uma política de investimentos mais consistente e orientada para infraestruturas capazes de gerar emprego e preparar o futuro do país.
Ministro
Segundo o ministro das Infraestruturas explicou, o objectivo das políticas públicas nesta área é melhorar as condições de vida das populações, desde a habitação até às estradas e outros equipamentos essenciais.
“As infra-estruturas têm uma função nobre na sociedade que é servir a economia e servir o desenvolvimento. Estas obras não devem ser encaradas como uma competição política sobre quem fez mais ou menos”, argumentou.
Vítor Coutinho referiu ainda investimentos em estradas, habitação, energia e infra-estruturas digitais, defendendo que todas estas iniciativas devem ser vistas como parte de uma estratégia de desenvolvimento do país. “Tudo o que fizemos nestes dez anos não foi para o governo, foi para Cabo Verde”, afirmou.
UCID
A deputada da UCID, Dora Pires, criticou a política de investimentos públicos nos últimos dez anos, considerando que, apesar de obras realizadas, faltou visão estratégica e equidade territorial. Segundo a parlamentar, os investimentos feitos não transformaram, de forma significativa, a vida dos cabo-verdianos.
“Houve investimentos, mas faltou visão estratégica, equilíbrio territorial, prioridades económicas e sentido da urgência na resposta às reais necessidades das populações”, acusou.
A deputada sublinhou que, embora tenham sido construídas infraestruturas importantes em portos, estradas, habitação, saneamento e requalificação urbana, muitos projectos foram fragmentados e condicionados pelo calendário polítca e apelou a uma nova geração de investimentos públicos assente em princípios como prioridade económica e social, equidade territorial, transparência e avaliação, parceria com o sector privado e municípios, e manutenção e sustentabilidade.
MpD
Por seu turno, odeputado do MpD, Aniceto Barbosa, enalteceu a modernização de portos e aeroportos, que reforçou a ligação entre ilhas e com o exterior, sendo essencial para o turismo, o comércio e a economia nacional. “Hoje temos mais infraestruturas, mais mobilidade, mais conectividade e mais capacidade para crescer”, sublinhou.
O deputado apontou também para a reabilitação de estradas em localidades como Rincão, Achada Igreja e Ribeira Barca, que facilitaram o escoamento de produtos agrícolas e reduziram o isolamento de várias comunidades.
Paralelamente, foram reforçados hospitais e unidades de saúde, com novas valências e centros especializados, garantindo melhor atendimento e cuidados às populações.
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