​PAICV fala em clima de medo no país. MpD acusa oposição de incentivar o caos

PorFretson Rocha, Rádio Morabeza,10 fev 2021 19:56

O PAICV considera dramática a situação do país a nível da segurança interna. Numa interpelação ao Governo sobre segurança feita esta tarde, no parlamento, o deputado do maior partido da oposição, João Baptista Pereira, apontou casos de desaparecimentos de pessoas, homicídios e sequestros para elucidar a sua perceção.

“A ocorrência, ao longo desta legislatura, de crimes como desaparecimentos de pessoas, e acima de tudo de crianças, homicídios com decapitação de pessoas, ocultação de cadáver, sequestro de pessoas, assaltos a estabelecimentos públicos e comerciais, roubo nas residências e furtos frequentes, com o agravante de os autores dos crimes raramente serem descobertos e responsabilizados, afecta de modo profundo a tranquilidade dos cabo-verdianos. Na verdade, nos últimos anos os cabo-verdianos passaram a viver com medo de circularem até nas ruas dos seus próprios bairros, tudo porque a qualquer hora do dia estão sujeitos a assaltos inclusive a mão armada”, aponta.

A nível institucional, o deputado do PAICV indica um “claro clima de animosidade” entre as chefias, particularmente no que se refere à disciplina e respeito pelas hierarquias. O parlamentar exemplifica a sua afirmação com o recente caso ligado a deslocação de um quadro da cidade da Praia para assumir o Comando Regional da Polícia Nacional de São Vicente, “apesar de existir no comando alguém com patente necessária que o cargo exige”.

O partido vai mais longe, e fala de fragilidades nas relações hierárquicas no seio da corporação e crise de liderança na Polícia Nacional.

“Para além de todas essas dificuldades que causam uma desmotivação profissional da polícia, rechiada de uma juventude corajosa que gosta e que quer fazer o seu melhor, é convicção do PAICV que a corporação padece hoje de uma crise de liderança sem precedentes”, entende.

No seu discurso de abertura do debate, o deputado apontou avarias em alguns meios de mobilidade da PN, a falta de coletes suficientes e armas deterioradas. Também entende que o projecto “Cidade Segura” não apresentou qualquer reforma a nível da segurança pública.

Ao intervir na sessão, a UCID, através do deputado João Santos Luís, considerou que o Governo tem feito um esforço para melhorar a segurança do país, mas que ainda existem muitas falhas.

“Quando dissemos que ainda há muita coisa por fazer, efetivamente muitas falhas, nós não entendemos como é que, por exemplo, um agente policial é atacado, desarmado e ferido. O agente é atacado, puxa a sua arma, tenta disparar para o agressor e a arma não dispara. Os investimentos têm sido feitos mais infelizmente ainda não estamos com o nível de segurança que o país quer”, diz.

Do lado do MpD, a deputada Filomena Gonçalves realçou a diminuição das ocorrências criminais e de homicídios nos últimos anos. Para a maioria que suporta o Governo, a interpelação teve como objetivo incentivar o caos.

“Uns entenderam que o caminho que ascender ao poder é insistir na tentativa, a todo o custo, de partidarizar inclusive fatalidades. No desejo e instigação a crimes horrendos, utilizando pessoas com o intuito apenas e só de semear o pânico nos nossos concidadãos. A abordagem feita no requerimento da interpelação demostra a forma redutora de ver e abordar a questão da segurança interna de Cabo Verde, tentando, a todo o custo, incentivar o caos e puxar para baixo o país”, acusa.

O MpD afirma que o Governo continua a investir na segurança de forma transversal, e destaca o papel da PN na diminuição da criminalidade, mantendo Cabo Verde como um país cada vez mais seguro.

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Autoria:Fretson Rocha, Rádio Morabeza,10 fev 2021 19:56

Editado porAndre Amaral  em  8 nov 2021 23:21

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