Artigos de Dina Salústio no nosso arquivo
DIA DE ÁFRICA Hoje eu sou uma Menina do Sudão. Parabéns África!
Para o dia de África, que se aproxima, escolhi o Sudão como bandeira para as comemorações. É certo que nestes tempos em que a pandemia da Covid-19 constitui uma ameaça generalizada, as celebrações obedecem a critérios especiais para se manifestarem.
Lentidão é Beleza
Nesta crónica, o que eu pretendo mesmo é mandar um carinho especial às mulheres e homens que se encontram na nossa terra, em ocupações e missões as mais diversas, longe dos países, dos lares e das famílias.
Vamos sobreviver
“Mantenha-se afastado dos possíveis focos de contaminação”, “Fique em casa”.
Estou nas tuas mãos
“Lavar as mãos é sinal de civilidade, de espírito comunitário, de generosidade e responsabilidade”.
O Beijo nos tempos do Coronavírus
O beijo é a atual forma mais vulgar de saudação entre os cabo-verdianos, isto é, nas mulheres entre si e entre elas e os homens. No que respeita aos homens não temos conhecimento desse hábito salvo e, raramente, entre pais e filhos – estamos a falar de adultos – em determinadas circunstâncias. Contudo, nem sempre foi assim.
RAIVA
Chego a Lisboa e rapidamente faço uns telefonemas para me situar. Aproveito para as notícias restritas, os queixumes e as vanglórias. Ao escrever esta palavra dou conta que há glorias vãs, vazias, pequenas e parvas sobretudo quando nos entregamos aos pequenos feitos – que, possivelmente, julgamos mais à nossa dimensão - e para os quais, na verdade, com nada contribuímos. Então para quê aventurarmos a cair no ridículo de forma tão pretensiosa e pobre?
Palavras de Silêncio
A noite enrolou-se à volta da árvore, reacendeu o brilho intermitente das luzes sobre o Menino Jesus do presépio e fez disparar a ansiedade do bisavô que não para entre a cozinha e as janelas e inventa serviço, sob o olhar tranquilo da esposa.
O Futuro da África para lá da Ajuda
…. Quando escrevo há duas marcas que faço questão atravessem a minha escrita: ser mulher e ser africana. Defino-me como mulher, independentemente de ter nascido menina, porque me identifico e luto ao lado das causas que defendem a equidade e o empoderamento da mulher. Defino-me como africana porque independentemente de pertencer ao continente e de ter riscado na pele a sua profunda presença, identifico-me e luto ao lado das causas que defendem o desenvolvimento e a liberdade da África.
Literaturas em Tempo de Resistência
O nosso país podia-se chamar Resistência, sim, porque para além de tudo o que o põe em contramão com outras terras é um país incrivelmente belo este que nós estamos a construir.
O Que é Cultura?
No encerramento do Festival do Livro Morabeza – 2019 participarei da conversa com a escritora americana Shauna Barbosa, cabo-verdiana descendente, moderada pela professora Eurídice Monteiro, sobre o tema “Mulher e Cultura”. Preciso de balizas e lembro o meu professor de antropologia Mesquitela Lima, dizendo que Cultura é tudo o que o Homem acrescenta à sua natureza. Nos anos setenta, ou mesmo oitenta e mais, não se associava a mulher às definições pretendidas como universais e é somente a partir da Conferência de Beijing ou muito perto deste evento que o homem, pelo menos para as Nações Unidas, deixa de representar a mulher ou, simplesmente, deixa de ser proclamado sinónimo de humanidade. Maio de 68 estava longe, mas a aprendizagem continuava.
Nós éramos todos Cesária
Olhou para mim e de repente “ninguém é de ninguém” perdeu qualquer significado: Cesária era minha. Cesária era nossa. Nós éramos todos Cesária
Os loucos da minha cidade
Na minha cidade todos, ou quase todos, somos doidos, ou quase doidos (...). Até por se fazer poesia. Ou não.
PÁRA MAR, PÁRA
“O MAR E A CIDADE” – O mote para a conversa com estudantes da UNILAB* – Brasil levou-me a esta crónica, PARA MAR, PARA, inspirada na cidade-mar que me viu nascer e em outras –todas as outras cidades que tenho necessidade de amar. Porque nelas me reequilibro, nelas encontro a paz depois do desassossego, a alegria depois do choro, o regresso depois da despedida. O amanhã.
“Sabes o que é desistir, mãe? Não sei, filha... Somos Mulheres”
Esta foi a mensagem que mais me seduziu, das mil e uma que recebi e reencaminhei, por email, no dia 8 de Março. Devo confessar que se tivesse que escolher um dia comemorativo no calendário, um só, esse seria o dia 8 de Março. Não pelo título, Dia Internacional da Mulher, seguramente não, mas porque representa os ideais maiores da humanidade: Liberdade, Justiça, Equidade, Ternura.
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